O empresário do agronegócio Odir Nicolodi, conhecido como “Caçula”, morreu nesta quinta-feira (28) após sofrer um acidente de trânsito na estrada de acesso ao município de Sorriso, próximo à Fazenda Macuco, em Paranatinga, a 411 km de Cuiabá. A caminhonete que ele dirigia incendiou logo após o impacto.
Moradores gravaram vídeos que mostram o veículo completamente destruído pelas chamas às margens da rodovia. Testemunhas relataram que o fogo começou poucos minutos depois da colisão. As autoridades ainda não esclareceram as causas do acidente nem confirmaram a participação de outro veículo.
O acidente ocorreu na região do Distrito de Santiago do Norte, onde produtores rurais e moradores reconheciam Odir Nicolodi como um dos pioneiros do desenvolvimento local. A morte provocou forte repercussão entre lideranças políticas e representantes do agronegócio de Mato Grosso.
Prefeitura de Paranatinga destaca atuação de “Caçula” no desenvolvimento regional
A Prefeitura de Paranatinga divulgou nota oficial e lamentou a morte do empresário. O comunicado destacou a contribuição de Odir para o crescimento econômico de Santiago do Norte e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
A administração municipal reconheceu o envolvimento do empresário em projetos ligados à infraestrutura e ao fortalecimento da economia regional. Lideranças locais também ressaltaram a atuação dele em pautas relacionadas ao transporte e ao escoamento da produção agrícola.
Odir Nicolodi ganhou notoriedade estadual ao defender a pavimentação da BR-242, rodovia conhecida como “Rota Leste-Oeste”. A estrada liga as BRs-158 e 163 e representa uma das principais demandas logísticas do setor produtivo mato-grossense.
Comissão pela BR-242 fortaleceu mobilização no médio-norte de Mato Grosso
Em 2019, autoridades homenagearam Odir Nicolodi com uma moção de aplausos pelo trabalho desenvolvido à frente da Comissão Permanente em prol da conclusão da BR-242. O grupo pressionava governos estaduais e federais para acelerar as obras de pavimentação.
Produtores rurais e empresários defendiam que a conclusão da rodovia reduziria custos logísticos, ampliaria a integração regional e facilitaria o transporte de grãos em Mato Grosso. O movimento ganhou força principalmente entre municípios do médio-norte do estado.



