O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), publicou um vídeo em seu perfil no Instagram que gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas classificaram o conteúdo como racista após uma comparação implícita entre um gorila e Talles Duque, chefe de gabinete do prefeito, que é negro. Diante das críticas, o prefeito gravou um novo vídeo para se defender e explicar o contexto da publicação.
A postagem original utilizava um vídeo viral de um gorila virando as costas. Em seguida, a gravação fazia uma transição para os lábios de Talles Duque. O conteúdo provocou dezenas de comentários negativos e questionamentos sobre a intenção da comparação.
Como o vídeo viralizou e gerou críticas
O conteúdo circulou rapidamente nas redes sociais e ganhou visibilidade fora do perfil do prefeito. Usuários apontaram que a associação entre um primata e um homem negro carrega histórico ofensivo e remete a episódios de racismo estrutural. Esse tipo de comparação já motivou condenações públicas e decisões judiciais em outros casos no país.
A repercussão ocorreu poucas horas após a publicação. Perfis políticos e páginas de notícias compartilharam trechos do vídeo, ampliando o debate online. A crítica concentrou-se na simbologia histórica da comparação.
A defesa apresentada pelo prefeito
Após a repercussão negativa, Gleidson Azevedo publicou novo vídeo afirmando que repudia qualquer forma de racismo. Ele declarou que “racismo não é mimimi nem opinião” e afirmou que não teve intenção de ofender.
Segundo o prefeito, a ideia partiu do próprio Talles Duque. Ele explicou que o chefe de gabinete costuma se associar à imagem de gorilas em postagens relacionadas a treinos físicos. De acordo com Gleidson, Talles pediu que ele participasse do vídeo para ampliar o alcance da publicação, já que o prefeito possui maior número de seguidores.
Gleidson também afirmou que o assessor já utilizava a imagem do animal em conteúdos anteriores sem gerar críticas.
O impacto político e institucional
Casos envolvendo figuras públicas e acusações de racismo costumam gerar repercussão imediata. A legislação brasileira prevê punições para crimes resultantes de preconceito racial, conforme a Lei nº 7.716/1989. Embora o prefeito negue qualquer intenção discriminatória, a repercussão reforça a sensibilidade do tema no debate público.
Até o momento, não há informação sobre abertura de investigação formal. A publicação segue gerando comentários e posicionamentos nas redes sociais.
O episódio mostra como conteúdos digitais podem ganhar ampla dimensão em pouco tempo, especialmente quando envolvem agentes públicos.
Perguntas e respostas:
O que motivou as críticas ao prefeito?
Um vídeo que associava a imagem de um gorila ao chefe de gabinete.
Qual foi a justificativa apresentada?
O prefeito afirmou que a ideia partiu do próprio assessor e negou intenção ofensiva.
Há investigação oficial em andamento?
Até o momento, não há confirmação de procedimento formal sobre o caso.








