Votação que barrou investigação contra Chico 2000 repercute e Maysa Leão diz que decisão “pegou mal” na Câmara; veja vídeo

REPRODUÇÃO: MÍDIA NEWS
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que a decisão da Câmara Municipal de Cuiabá de barrar a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador afastado Chico 2000 “pegou mal” para o Legislativo. A declaração ocorreu após a votação que rejeitou a investigação interna sobre a conduta do parlamentar, alvo da Operação Gorjeta. Chico 2000 […]

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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que a decisão da Câmara Municipal de Cuiabá de barrar a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador afastado Chico 2000 “pegou mal” para o Legislativo. A declaração ocorreu após a votação que rejeitou a investigação interna sobre a conduta do parlamentar, alvo da Operação Gorjeta.

Chico 2000 foi afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da Operação Gorjeta, que apura suposto desvio de recursos públicos, além de possíveis crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Mesmo com o afastamento determinado pela Justiça, a Câmara decidiu não instaurar comissão própria para apurar o caso.

Como foi a votação no plenário

A votação ocorreu na última terça-feira (9). O placar registrou 15 votos contrários à abertura da Comissão Processante, sete favoráveis e uma abstenção. Com esse resultado, o pedido de investigação interna foi arquivado.

A Comissão Processante poderia analisar a conduta do vereador sob a ótica político-administrativa. Caso identificasse irregularidades, o colegiado poderia recomendar sanções que variam de advertência até cassação de mandato.

Maysa Leão declarou que a decisão repercutiu negativamente entre os cidadãos. Segundo ela, a população demonstrou indignação nas redes sociais após a rejeição da investigação.

O que é uma Comissão Processante

A Comissão Processante funciona como instrumento previsto na legislação municipal para apurar possíveis infrações cometidas por vereadores. O procedimento segue rito específico, com direito à ampla defesa e contraditório.

Especialistas em direito público explicam que o afastamento judicial não impede a Câmara de instaurar apuração própria. No entanto, a abertura depende de maioria qualificada em plenário.

No caso de Cuiabá, a maioria optou por não avançar com o processo interno. A decisão mantém apenas a investigação conduzida pelas autoridades competentes no âmbito judicial.

Repercussão política e institucional

A declaração de Maysa Leão amplia o debate sobre transparência e responsabilidade institucional. Ela afirmou que a imagem da Câmara sofreu desgaste após o resultado da votação.

A Operação Gorjeta segue em andamento. O Ministério Público e a Justiça analisam os fatos relacionados às acusações. Enquanto isso, o Legislativo municipal mantém a posição definida no plenário.

O episódio evidencia o impacto de decisões políticas em momentos de crise institucional. A expectativa agora gira em torno dos desdobramentos judiciais e do posicionamento futuro dos parlamentares.

Perguntas e respostas:

Por que a Comissão Processante não foi aberta?
A maioria dos vereadores votou contra a investigação interna.

Chico 2000 continua no cargo?
Ele permanece afastado por decisão judicial.

O que apura a Operação Gorjeta?
A operação investiga suspeitas de desvio de recursos, peculato e lavagem de dinheiro.

Fabíola Maria Costa Silva

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