A discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 ganhou tom acalorado durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O deputado Zé Trovão (PL-SC) classificou o texto como “espinhoso” e alertou para impactos no mercado de trabalho. Em seguida, o deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) rebateu e afirmou que o colega pratica uma jornada “2×5”, em referência à rotina parlamentar.
O embate ocorreu enquanto a CCJ analisava aspectos constitucionais da proposta. A escala 6×1 permite que o trabalhador atue seis dias consecutivos e descanse um. A mudança sugerida na PEC busca alterar esse modelo, tema que mobiliza sindicatos, empresários e especialistas em direito trabalhista.
O que propõe a PEC do fim da escala 6×1
A proposta discute a reorganização da jornada semanal. No Brasil, a Constituição fixa limite de 44 horas semanais e descanso semanal remunerado. No entanto, a legislação permite diferentes arranjos de escala, inclusive a 6×1, comum no comércio e em setores de serviços.
Defensores da mudança argumentam que a redução de dias consecutivos de trabalho melhora qualidade de vida e saúde mental. Já críticos afirmam que a alteração pode elevar custos operacionais e afetar pequenas empresas. Durante a sessão, Zé Trovão destacou esses possíveis impactos e reforçou que a matéria exige análise técnica aprofundada.
A resposta que elevou o tom do debate
Túlio Gadêlha reagiu imediatamente à fala do colega. Ele afirmou que parlamentares não enfrentam a mesma rotina de trabalhadores submetidos à escala 6×1. Ao mencionar a jornada “2×5”, ele insinuou que deputados trabalham dois dias presenciais e permanecem cinco em seus estados de origem.
A declaração ampliou o debate sobre a carga horária no Congresso. Deputados cumprem agenda que inclui sessões plenárias, comissões e compromissos externos. A Câmara divulga oficialmente dias de votação e reuniões, mas cada parlamentar organiza atividades adicionais conforme mandato.
Por que a discussão chama atenção
A troca de provocações ocorre em um momento de forte debate sobre direitos trabalhistas. Nos últimos anos, o país passou por mudanças na legislação, como a Reforma Trabalhista de 2017, que flexibilizou acordos coletivos e jornadas.
Especialistas apontam que qualquer alteração constitucional exige quórum qualificado e tramitação longa. A PEC precisa passar por comissões, obter apoio de três quintos dos deputados em dois turnos e seguir para o Senado.
Enquanto isso, a discussão na CCJ mostra que o tema divide opiniões e deve gerar novos confrontos nas próximas sessões.
Perguntas e respostas:
O que é a escala 6×1?
É o modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa um.
Quem protagonizou o embate na CCJ?
Zé Trovão chamou a PEC de espinhosa, e Túlio Gadêlha respondeu com crítica à jornada parlamentar.
A PEC já está aprovada?
Não. Ela ainda precisa cumprir todas as etapas de tramitação no Congresso.






