Polêmica das Havaianas vira disputa política e rende ironia no Congresso; veja vídeo

Uma campanha publicitária da Havaianas acabou se transformando em combustível para mais um embate político nas redes sociais e no Congresso Nacional. A controvérsia ganhou novos contornos nesta segunda-feira (22/12), quando o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, ironizou a reação de políticos de direita à marca e fez piada com o boicote anunciado por aliados do bolsonarismo.

A declaração foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual o parlamentar comenta imagens de políticos destruindo chinelos da marca e afirma ter ido às compras em uma loja da Havaianas, que, segundo ele, estava cheia. O tom adotado foi de deboche e provocação direta aos adversários ideológicos.

Campanha publicitária que acendeu o estopim

A polêmica começou após a Havaianas divulgar uma campanha de fim de ano com uma atriz do filme Ainda Estou Aqui. No vídeo, a personagem diz que não deseja que o público comece 2026 “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”, incentivando atitudes ousadas e decisões intensas para o novo ano.

Embora o texto não cite política de forma explícita, parlamentares e influenciadores ligados à direita interpretaram a mensagem como uma provocação indireta, especialmente ao bolsonarismo. A leitura política do comercial impulsionou críticas e deu início a uma mobilização virtual contra a marca.

Boicote, vídeos e destruição de produtos

Após a repercussão da campanha, políticos de direita e apoiadores passaram a publicar vídeos nas redes sociais destruindo chinelos da marca. Em algumas gravações, usuários afirmam que deixarão de comprar Havaianas e incentivam a adoção de outras marcas como forma de protesto.

Entre os nomes citados nas críticas está Eduardo Bolsonaro, mencionado por Lindbergh Farias no vídeo. O movimento de boicote rapidamente se espalhou e dividiu opiniões, com parte do público considerando a reação exagerada.

Ironia petista amplia repercussão

No vídeo divulgado, Lindbergh Farias afirma ter comprado pares para si, para a deputada Gleisi Hoffmann e para os filhos. Em tom jocoso, ele ainda destaca que a sacola da loja é vermelha, cor historicamente associada ao Partido dos Trabalhadores, o que intensificou a provocação.

O parlamentar também exibiu imagens de uma loja cheia de clientes, sugerindo que o boicote não teve impacto prático imediato. A publicação ampliou o alcance da polêmica e reforçou a transformação da campanha publicitária em símbolo de disputa ideológica.

A campanha tinha intenção política?

Não há indicação explícita disso. A interpretação política partiu de grupos nas redes.

O boicote afetou as vendas da marca?

Até o momento, não há dados públicos que confirmem impacto significativo.

Por que a ironia ganhou tanta repercussão?

Porque envolveu consumo, política e redes sociais, combinação que costuma gerar engajamento rápido.

Fabíola Maria Costa Silva

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