Depois de mais de três décadas de obras paralisadas, o Hospital Central de Cuiabá foi finalmente inaugurado nesta sexta-feira (19) e passa a integrar a rede pública de saúde de Mato Grosso. Durante a cerimônia, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que a unidade tem estrutura para ser considerada “o melhor hospital público do Brasil”, destacando o porte da obra, a tecnologia empregada e o modelo de gestão adotado.

A entrega do hospital marca o fim de um dos projetos mais longos e simbólicos da história recente do Estado. Iniciada ainda na década de 1990, a construção ficou abandonada por 34 anos até ser retomada e completamente reformulada a partir de 2019.
Uma obra que saiu do papel em nova dimensão
Segundo o governo estadual, a retomada do Hospital Central só foi possível após a reorganização financeira do Estado. A decisão não foi apenas concluir o projeto antigo, mas transformá-lo em algo maior. O hospital passou de uma previsão inicial de cerca de 9 mil metros quadrados para uma estrutura atual de 32 mil metros quadrados de área construída.
O investimento total foi de aproximadamente R$ 280 milhões. A unidade conta com 287 leitos, sendo 96 destinados a cuidados intensivos, além de equipamentos considerados de alto padrão para o atendimento de média e alta complexidade.
Gestão privada em hospital público chama atenção
Um dos pontos que mais despertam curiosidade é o modelo de gestão. O Hospital Central será administrado pelo Hospital Albert Einstein, referência nacional na saúde privada. A parceria busca aplicar protocolos, processos e cultura organizacional já consolidados, agora dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o governo, a combinação entre estrutura física moderna e gestão especializada pode elevar o padrão do atendimento público. Críticos, por outro lado, defendem que o modelo precisará ser acompanhado de perto para garantir eficiência, transparência e acesso universal.
Funcionamento será gradual e com grande equipe
Apesar da inauguração, o hospital não começará a operar em capacidade total imediatamente. De acordo com Mauro Mendes, a ativação será feita de forma gradual, devido à complexidade do funcionamento. A expectativa é que mais de 1.500 profissionais atuem na unidade quando estiver totalmente operacional.
A previsão do governo é que, no primeiro semestre de 2026, o hospital esteja funcionando com 100% da capacidade, oferecendo atendimento pleno à população.
Novo patamar para o SUS em Mato Grosso
A entrega do Hospital Central é vista pelo Executivo como um divisor de águas na saúde pública estadual. A proposta é que a unidade se torne referência no atendimento pelo SUS, inclusive para procedimentos que antes exigiam deslocamento para outros estados ou contratação da rede privada.
O hospital também simboliza uma mudança de padrão em obras públicas, ao transformar um projeto abandonado em um equipamento estratégico para a população.
Perguntas frequentes:
Quantos leitos o Hospital Central possui?
São 287 leitos, sendo 96 de UTI.
Quem fará a gestão do hospital?
A administração será feita pelo Hospital Albert Einstein.
Quando o hospital estará operando totalmente?
A previsão é atingir 100% da capacidade no primeiro semestre de 2026.







