O prefeito de Marabá, no Pará, Toni Cunha, do PL, elevou o tom contra o presidente Lula após o governo federal cancelar um repasse de um milhão de reais destinado a um show de Zezé Di Camargo na Virada do Ano da cidade. O gestor publicou um vídeo nas redes sociais e acusou o Planalto de perseguição política, afirmando que a decisão prejudicou diretamente o município.
Repasse cancelado surpreende prefeitura às vésperas do evento
Segundo Toni Cunha, o Ministério do Turismo havia empenhado os recursos para custear apresentações musicais no réveillon de Marabá. A prefeitura contava com o valor para cumprir contratos e estruturar a programação. Pouco antes do evento, o município recebeu a confirmação do cancelamento da verba, o que causou impacto imediato no planejamento.
Prefeito associa decisão a motivações ideológicas
No pronunciamento, Cunha afirmou que o presidente não pode agir como dono do dinheiro público. O prefeito declarou que a suspensão do repasse ocorreu por razões pessoais e ideológicas. Ele criticou a prática de, segundo suas palavras, favorecer artistas alinhados ao governo federal e isolar aqueles que mantêm posições divergentes.
Disputa promete desdobramentos jurídicos e políticos
A prefeitura anunciou que pretende recorrer à Justiça para tentar reaver o valor empenhado. Toni Cunha afirmou que a medida busca proteger os interesses da população local. O prefeito também avaliou que a decisão do governo federal pode ampliar a rejeição política ao presidente na região.
Analistas em administração pública observam que embates entre governos municipais e a União costumam ganhar repercussão nacional. O uso de verbas federais para eventos culturais exige critérios técnicos e transparência. Quando decisões geram suspeitas de motivação política, o debate se intensifica e pode resultar em ações judiciais.
O caso reacende discussões sobre autonomia dos municípios, liberdade artística e responsabilidade na aplicação de recursos públicos. Enquanto isso, o episódio segue no centro do debate político local, com reflexos que podem ultrapassar os limites de Marabá.
O governo federal, segundo a prefeitura.
Zezé Di Camargo.
Entrar na Justiça para recuperar o recurso.



