A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no evento que marcou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores de até R$ 5 mil gerou especulações sobre um possível rompimento entre Executivo e Legislativo. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (26), em entrevista ao Estúdio i, que não há crise institucional instalada. Para ele, o clima é de um “estremecimento momentâneo”, comum em disputas políticas e alinhamentos internos.
Haddad relativiza tensão e aponta histórico de divergências naturais
Haddad adotou um tom conciliador durante a entrevista ao comentar a ausência dos líderes do Congresso. Ele destacou que a dinâmica política naturalmente gera tensões, especialmente quando expectativas não se cumprem ou o governo toma decisões de forma acelerada. O ministro afirmou que episódios semelhantes já ocorreram e que a equipe superou rapidamente esses momentos. Sua fala busca distensionar o ambiente e impedir que o episódio evolua para uma crise maior, sobretudo em um período crucial para votações econômicas.
Confiança nas pautas econômicas e expectativa de avanço no Congresso
Haddad também reforçou que mantém plena confiança na aprovação das medidas econômicas que ainda tramitam no Legislativo. Ele destacou que, apesar do ruído recente, o Executivo e o Congresso têm histórico de cooperação em reformas consideradas essenciais para o equilíbrio fiscal.
O ministro avaliou que a agenda econômica segue sólida e que o diálogo entre os Poderes permanece ativo. Para Haddad, divergências pontuais não prejudicam a construção de consensos, sobretudo quando o país enfrenta desafios estruturais que exigem coordenação.
Indicação de Jorge Messias ao STF também entra no debate
Outro tema citado por Haddad foi a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que a escolha está “completamente em conformidade com a legislação atual” e segue os padrões constitucionais para nomeações à Corte.
O ministro frisou que Messias possui qualificação técnica e trajetória compatível com o cargo. A fala ocorre no momento em que o Senado se prepara para sabatinar o indicado, em processo que pode refletir diretamente o atual humor político entre governo e Legislativo.
Perguntas e respostas
Segundo Haddad, não. Apenas um estremecimento momentâneo.
O ministro afirma que não e mantém confiança nas votações.
Haddad assegura que a indicação segue todas as normas legais.






