Disputa ao governo MT: Ranalli vê Fagundes e Pivetta à frente e aponta “peça-chave” em Jayme Campos; veja vídeo

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O cenário eleitoral em Mato Grosso voltou a esquentar após novas pesquisas apontarem um empate técnico entre o senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta. Em entrevista, o vereador Rafael Ranalli avaliou os números e disse que, apesar de não representarem uma “verdade absoluta”, eles servem como orientação estratégica para as campanhas. Para ele, o levantamento reforça a leitura de que a disputa, neste momento, está polarizada entre dois nomes — mas pode mudar rapidamente caso o senador Jayme Campos decida entrar no jogo.

Fagundes ganha força entre servidores e amplia presença nas bases

Segundo Ranalli, uma tendência percebida nas ruas e em eventos públicos é o fortalecimento de Wellington Fagundes junto ao funcionalismo e a setores mais sensíveis ao desgaste da atual gestão estadual.
O vereador menciona que Pivetta carrega “a pecha do Mauro”, em referência ao governador Mauro Mendes, e isso pesa sobre a percepção de parte dos eleitores. “O funcionário público quente é o Wellington Fagundes”, afirma Ranalli, destacando que esse segmento tem demonstrado mais simpatia pelo senador do que pelo vice-governador.
Esse movimento é relevante porque servidores costumam ter forte influência política local e atuação ativa durante campanhas eleitorais.

Pivetta mantém competitividade, mas enfrenta barreiras simbólicas

Apesar do desgaste político associado ao governo, Otaviano Pivetta continua entre os nomes mais bem posicionados nas pesquisas. Sua estrutura política, performance recente e alianças regionais mantêm sua competitividade elevada.
Ranalli ressalta, porém, que a associação direta com o governo pode limitar o crescimento em determinados grupos sociais, especialmente aqueles mais críticos às políticas estaduais.
Ainda assim, o vereador observa que a disputa permanece completamente aberta — e que movimentos de opinião podem mudar em ritmo acelerado conforme o período eleitoral se aproxima.

Jayme Campos permanece como incógnita e pode embaralhar a disputa

Para Ranalli, o terceiro elemento que impede conclusões definitivas é o senador Jayme Campos. Ele aparece como um ator político que “cogita, não cogita”, e cuja indecisão gera dúvidas estratégicas entre aliados e adversários.
O vereador afirma que não está claro se Jayme sinaliza candidatura para “valorizar o passe”, pressionar negociações ou realmente medir caminhos. Sua decisão final pode redistribuir votos, alterar alianças e mudar completamente o cenário atual.

Pesquisas oferecem norte, não destino

Ranalli reforça que pesquisas são ferramentas de orientação, não sentenças eleitorais. Ele lembrou que, em eleições passadas, candidatos que apareciam com índices altos despencaram na reta final — e vice-versa.
Esse comportamento do eleitor mato-grossense, segundo ele, torna as próximas semanas decisivas.

Perguntas frequentes:

A pesquisa define quem lidera a disputa?
Não. Ela aponta empate técnico entre Fagundes e Pivetta.

Jayme Campos será candidato?
Ainda não há definição. Sua postura mantém o cenário indefinido.

O que mais influencia a tendência atual?
A força de Fagundes entre servidores e o desgaste político que pesa sobre Pivetta.

Fabíola Maria Costa Silva

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