Kim Kataguiri quer nova Constituição e defende consulta sobre pena de morte e prisão perpétua; Veja vídeo

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) propôs um plebiscito para 2026 que pode reacender debates polêmicos no país. A consulta popular incluiria perguntas sobre a convocação de uma nova Assembleia Constituinte, a implementação da pena de morte e a adoção da prisão perpétua no Brasil. O parlamentar já iniciou a coleta de assinaturas para que a proposta avance na Câmara dos Deputados.

Um plebiscito que pode mudar os rumos do Brasil

A proposta de Kim Kataguiri é realizar o plebiscito no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, aproveitando a mobilização eleitoral. A ideia, segundo ele, é ouvir a população diretamente sobre temas estruturantes e controversos da sociedade brasileira. Além de uma nova Constituinte, o deputado quer que o povo se manifeste sobre mudanças drásticas no sistema penal.

A primeira pergunta do plebiscito propõe a convocação de uma nova Assembleia Constituinte, o que significaria reescrever a Constituição Federal de 1988. Esse movimento levantaria questões sobre direitos adquiridos, equilíbrio de poderes e garantias individuais. Juristas alertam para o risco de retrocessos em áreas como meio ambiente, educação, saúde e direitos humanos.

Pena de morte e prisão perpétua: tabus em debate

A segunda e terceira perguntas do plebiscito tratam diretamente da pena de morte e da prisão perpétua, atualmente proibidas pela Constituição. Kim Kataguiri argumenta que essas punições poderiam ser aplicadas a crimes hediondos e repetitivos, como feminicídio, estupro e assassinato em massa. No entanto, especialistas em direito penal lembram que adotar medidas desse tipo exigiria romper compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Pacto de San José da Costa Rica, que proíbe a pena capital.

A proposta já gerou reações de outros parlamentares e entidades da sociedade civil. Grupos de direitos humanos afirmam que discutir a pena de morte em um país com histórico de seletividade penal pode aprofundar desigualdades e aumentar a letalidade policial.

Trâmite e obstáculos políticos

Para que o plebiscito ocorra, o projeto de decreto legislativo precisa do apoio de 171 deputados. Caso atinja esse número, seguirá para análise do Congresso. Ainda que aprovado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é quem organiza a consulta e define a forma das perguntas.

A proposta de Kim Kataguiri promete dividir opiniões e colocar temas sensíveis no centro do debate eleitoral de 2026.

Perguntas e respostas

  1. O Brasil pode adotar a pena de morte com uma nova Constituição?
    Teoricamente, sim — mas precisaria sair de tratados internacionais de direitos humanos.
  2. O que muda se uma nova Constituinte for convocada?
    Tudo pode ser refeito: desde leis trabalhistas até garantias fundamentais e estrutura política.
  3. Quem decide se o plebiscito vai mesmo acontecer?
    O Congresso Nacional precisa aprovar a proposta e o TSE deve organizar a votação.
Fabíola Maria Costa Silva

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo