Pela primeira vez desde 1925, ano em que foi descrita cientificamente, a enigmática Mesonychoteuthis hamiltoni, conhecida como lula-colossal, foi filmada viva nas profundezas do Oceano Atlântico Sul. A conquista ocorreu durante uma expedição do Schmidt Ocean Institute, marcando um avanço significativo na biologia marinha.
Afinal, o que torna essa lula tão extraordinária?
Para começar, trata-se do invertebrado mais pesado do planeta. Quando atinge a idade adulta, ela pode alcançar sete metros de comprimento e 500 quilos de peso. Além disso, seus olhos impressionam: chegam a medir até 30 centímetros de diâmetro, tornando-se os maiores do reino animal. Em outras palavras, ela supera em peso até mesmo um urso polar. Por isso, não é exagero chamá-la de “monstro dos mares”.
Por que demoramos tanto para vê-la viva?
A resposta está em seu habitat. A lula-colossal vive em áreas remotas e profundas, especialmente nas águas frias que cercam a Antártida. Até hoje, cientistas só tinham acesso a exemplares mortos, encontrados no estômago de baleias ou presos em redes de pesca. Agora, com o uso de câmeras subaquáticas de alta tecnologia, a equipe conseguiu capturar as imagens a mais de 2 mil metros de profundidade.
E o que essa descoberta significa para a ciência?
Em primeiro lugar, ela abre caminho para novos estudos sobre comportamento, reprodução e estratégias de sobrevivência dessa espécie. Em segundo lugar, ressalta a importância de preservar ecossistemas marinhos extremos, cada vez mais afetados pelas mudanças climáticas e pela ação humana.
Perguntas frequentes
No Atlântico Sul, a mais de 2.000 metros de profundidade.
Porque são os maiores do reino animal, com até 30 cm de diâmetro.
Pode revelar aspectos desconhecidos da espécie e reforçar a importância da conservação marinha.







