Dois criminosos executaram um idoso no momento em que ele estacionava a motocicleta para deixar a neta na escola, no México. O crime, registrado por uma câmera de segurança, ocorreu em plena luz do dia e expôs mais uma vez a brutalidade com que a violência urbana se manifesta no país. Enquanto a menina observava em silêncio, a filha da vítima, que acompanhava a cena, correu desesperada. Os assassinos, por sua vez, fugiram imediatamente.
Mesmo diante de testemunhas, criminosos não hesitam
A gravação mostra com clareza a frieza dos criminosos. Embora a criança estivesse ao lado da vítima e a mãe da menina se aproximasse, os atiradores agiram sem hesitação. Além disso, a presença de câmeras e de testemunhas não impediu a execução. Essa atitude evidencia o grau de confiança que esses indivíduos depositam na impunidade.
Cresce o número de execuções a céu aberto
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), o México registrou mais de 30 mil homicídios apenas em 2023. A maioria desses crimes tem características de execução sumária. Em muitos casos, assim como neste, os criminosos agem em locais públicos, durante o dia e diante de testemunhas. Portanto, a população se vê cada vez mais refém de grupos armados, que atuam com liberdade em diversas regiões do país. Em especial, estados como Guanajuato, Michoacán e Jalisco concentram boa parte desses casos.
Violência rouba a infância de milhares de crianças
Além da perda física, a exposição à violência gera danos emocionais graves. Segundo a UNICEF, crianças que presenciam homicídios podem desenvolver traumas duradouros, como ansiedade, medo crônico e isolamento social. Consequentemente, o desempenho escolar e o desenvolvimento emocional dessas crianças são comprometidos. Assim, o que deveria ser uma simples rotina escolar se transforma em um gatilho de dor e insegurança para toda a família.
Perguntas frequentes
Porque a impunidade ainda impera em diversas regiões do país.
As ações oficiais existem, mas não demonstram eficácia concreta até agora.
Enquanto o combate ao crime não for prioridade absoluta, a infância continuará sob ameaça.







