Uma descoberta histórica surpreendeu a comunidade científica e apaixonados pelos mistérios do oceano. Pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, em parceria com a National Geographic, registraram pela primeira vez imagens de uma lula Gonatus antarcticus viva, a mais de dois mil metros de profundidade no oceano Atlântico, próximo à Antártida.
Imagens da lula registradas pelos pesquisadores da Schmidt Ocean Institut; veja vídeo:
Primeiras imagens de uma criatura quase lendária
Até então, os cientistas só conheciam essa espécie por meio de restos encontrados no estômago de predadores como baleias, albatrozes e até pinguins. Os pesquisadores registraram as imagens no dia 25 de dezembro de 2024, usando um robô submarino não tripulado. Eles flagraram a lula, que mede cerca de um metro, tem coloração avermelhada e nunca havia sido observada viva em seu habitat natural.
O mistério que envolve a Gonatus antarcticus
A vida dessa criatura permanece, em grande parte, um enigma. Os cientistas ainda não descobriram exatamente o que ela come, como se reproduz e qual é sua real distribuição geográfica. O fato de predadores de superfície encontrarem essa lula no estômago indica que, apesar de viver em águas profundas, ela sobe para camadas mais rasas em alguns momentos — provavelmente durante deslocamentos noturnos.
Outras descobertas nas profundezas
Este não é o único feito recente da equipe. Em abril de 2024, os pesquisadores também filmaram pela primeira vez uma lula-colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni) viva, uma das maiores e mais misteriosas espécies do planeta, que pode alcançar até sete metros e pesar meio tonelada.
Perguntas frequentes:
Sim. em abril de 2024 avistaram a lula pela primeira vez.
No oceano Atlântico, próximo à Antártida.
Porque vive a mais de dois mil metros de profundidade, em regiões de difícil acesso.



