O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta terça-feira (18) que suas declarações sobre um possível afastamento do governador Mauro Mendes (União) foram “mal interpretadas”. A fala ocorreu durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá e buscou pacificar o ambiente político após dias de especulações sobre uma possível ruptura entre os dois. Ele reforçou que a direita mato-grossense vai caminhar unida nas eleições de 2026, independentemente das tensões registradas nos bastidores.
Alinhamento estratégico para o Senado
Abilio ressaltou que o PL ainda aguarda uma definição sobre quem será o segundo nome apoiado para o Senado, além de José Medeiros. A articulação segue em andamento e, segundo ele, o partido trabalha para concluir as conversas antes do início do próximo ano eleitoral. O prefeito também procurou diminuir a repercussão do atrito entre o governador e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, registrado na semana anterior. Para Abilio, o conflito não passa de um episódio isolado motivado pelo estresse gerado pela preparação da etapa da Stock Car em Cuiabá.
Críticas ao Supremo e defesa de Eduardo Bolsonaro
Durante a entrevista, Abilio adotou um tom crítico ao Supremo Tribunal Federal e voltou a usar o termo “ditadura brasileira” para se referir às decisões da Corte. O prefeito citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele teria atuado sem passar por instâncias inferiores em algumas ocasiões. Mesmo com o contraste entre esse posicionamento e a postura mais institucional de Mauro Mendes, Abilio afirmou que a divergência não interfere na construção da aliança para 2026.
Garantia de união da direita em Mato Grosso
Mesmo ao reconhecer discordâncias no campo conservador, o prefeito garantiu que a direita vai se reunir em torno de um único projeto eleitoral. Ele reforçou que Mauro Mendes não apoiaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em hipótese alguma, seja com Jair Bolsonaro candidato ou com outro nome do campo conservador. Abilio afirmou que essa convicção oferece segurança para o planejamento eleitoral do PL, que busca apresentar um palanque sólido tanto para o Senado quanto para o governo estadual.
A entrevista encerrou uma sequência de ruídos internos e recolocou Abilio no centro das discussões sobre a articulação política da direita em Mato Grosso. Agora, o foco se volta para a decisão sobre o segundo nome ao Senado e para a construção de um palanque unificado, considerado estratégico no cenário nacional e estadual.
Perguntas frequentes:
Quem são os nomes cotados pelo PL para o Senado?
O único nome oficial até agora é José Medeiros; o segundo ainda está em discussão interna.
Abilio e Mauro estão rompidos?
Não. Abilio afirmou que suas falas foram interpretadas de forma equivocada e garantiu alinhamento para 2026.
A crise com Eduardo Bolsonaro afeta a direita em MT?
Segundo Abilio, não. Ele atribuiu o conflito ao estresse da organização da Stock Car em Cuiabá.





