Lula rebate crítica de chanceler alemão e exalta Belém com desafio gastronômico inesperado; veja vídeo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu nesta terça-feira (18) às declarações do chanceler alemão Friedrich Merz, que afirmou que sua comitiva ficou “aliviada” ao deixar Belém (PA) após uma passagem pela cidade durante agendas relacionadas à COP30. Lula criticou o comentário e afirmou que o alemão deveria ter experimentado a cultura local antes de tecer comparações. A fala ocorreu durante a inauguração da ponte que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA).

A fala de Merz e o desconforto diplomático

A polêmica começou quando Merz declarou, em um evento na Alemanha, que a comitiva se sentiu “contente” ao deixar Belém. A frase chamou atenção e gerou críticas, principalmente por ocorrer em meio aos preparativos para a COP30, que terá a capital paraense como sede. A manifestação soou como um desprezo à cidade e elevou o clima de tensão entre Brasília e Berlim. Lula, ao comentar o episódio, sugeriu que o chanceler não conheceu o Pará de verdade, destacando que experiências superficiais não representam a riqueza local.

Lula faz defesa cultural e lança convite provocativo

Durante o discurso no Tocantins, Lula afirmou que Merz deveria ter visitado um bar tradicional, dançado ritmos paraenses e provado pratos típicos como a maniçoba. Ele reforçou que Belém oferece uma qualidade cultural superior à de Berlim, segundo sua avaliação pessoal. Ao repetir “coma maniçoba”, Lula transformou a declaração em um ato de defesa da culinária e da identidade paraense, utilizando o episódio para valorizar a Amazônia e afastar percepções negativas sobre a cidade que sediará um dos maiores eventos climáticos do mundo em 2026.

Impacto político e recado para a COP30

O episódio reacende discussões sobre a preparação de Belém para receber líderes globais na COP30. A cidade enfrenta desafios de infraestrutura, mas também possui reconhecimento internacional por sua gastronomia, cultura ribeirinha e biodiversidade. Ao defender Belém, Lula tenta reforçar uma narrativa positiva sobre a Amazônia, buscando evitar desgastes antecipados com parceiros internacionais. A resposta ao chanceler alemão também mostra o interesse do governo brasileiro em proteger a imagem da COP30, considerada estratégica para pautas ambientais e diplomáticas.

As declarações deram novo fôlego ao debate sobre como Belém será apresentada ao mundo durante o encontro climático. Entre críticas e elogios, a capital paraense volta a ocupar o centro da atenção internacional.

Perguntas frequentes:

Por que Lula respondeu ao chanceler alemão?
Lula reagiu após Merz afirmar que sua comitiva ficou aliviada ao deixar Belém, o que gerou repercussão negativa.

O que Lula quis dizer com “coma maniçoba”?
O presidente usou a expressão para defender a culinária e a cultura paraense, sugerindo que Merz deveria conhecer melhor a região.

A fala afeta a COP30?
O episódio reacende discussões, mas não altera a programação do evento, que continua confirmado para Belém em 2026.

Fabíola Maria Costa Silva

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