“Chama o VAR”: quando um cálculo improvisado virou promessa de viagem à Inglaterra para aluno em Cuiabá; veja vídeo

Vídeo

Durante a inauguração da reforma da Escola Estadual Raimundo Pinheiro da Silva, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, na manhã de sexta-feira (7), o governador Mauro Mendes (União) fez algo inusitado: lançou um desafio matemático para os alunos presentes — o prêmio? Uma viagem para a Inglaterra. A cena, mistura de humor e surpresa, virou assunto entre estudantes, professores e redes sociais.

O desafio no improviso

Em tom descontraído, Mendes ditou a expressão:
2 + 2 × 3 + 4 × 5 ÷ 2 × 7²
E acrescentou: “Fácil demais, gente”. Um aluno se arriscou e respondeu “47”. O governador admitiu que ele próprio não tinha certeza do resultado, mas prometeu honrar o prêmio se o estudante estivesse certo. “Chama o VAR”, brincou, referindo-se ao sistema de vídeo no futebol que revisa decisões, e arrancou risadas da plateia.

Educação ou espetáculo?

O gesto ocorreu no contexto da entrega de melhorias da escola, que inclui ampliação de salas e novos equipamentos. A intenção, segundo o governo, era fomentar interesse pela matemática entre os jovens. No entanto, a forma curiosa — um cálculo improvisado com premiado internacional — suscitou debates: será que esse tipo de ação contribui para o aprendizado ou transforma o ambiente escolar em palco de marketing político?
Especialistas em ensino alertam que reforço de conteúdos complexo fora do planejamento pode confundir os alunos e não substitui metodologia estruturada.

O efeito na escola e na comunidade

Para os estudantes da escola, o momento gerou entusiasmo e mobilização. Professores relataram que os alunos comentavam o desafio durante o intervalo e queriam saber quem ganharia a viagem. A promessa de prêmio elevou a expectativa e acendeu o desejo de participar mais ativamente.
Por outro lado, a comunidade e observadores questionam se a promessa será cumprida — e se a recompensa não ofusca a necessidade de investimentos contínuos na qualidade do ensino, no quadro docente e no material pedagógico. Afinal, uma viagem pode motivar por um dia; a boa educação exige constância.

O episódio serve como lembrete de que a escola é também lugar de simbologia, de gestos que marcam. Mas é preciso equilibrar o simbólico e o substantivo — o cálculo curioso deve caminhar junto de conteúdo bem ministrado, professores preparados e apoio real aos estudantes. No fim, mais do que prêmios e brincadeiras, o que importa é que os alunos ganhem realmente competência, interesse e oportunidade.


Perguntas e respostas rápidas

  1. Qual foi a expressão matemática proposta pelo governador?
    Foi: 2 + 2 × 3 + 4 × 5 ÷ 2 × 7².
  2. Qual prêmio foi prometido ao aluno que acertasse o cálculo?
    Uma viagem para a Inglaterra.
  3. Por que o gesto gerou tanto repercussão?
    Porque misturou educação, improviso e promessa de prêmio internacional, despertando debate sobre motivação e política na escola.
Fabíola Maria Costa Silva

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