“Você vai ser papai.” A frase dita por um marido ao suposto amante da companheira chamou atenção, gerou curiosidade e arrancou risadas de quem acompanhou uma entrevista exibida pela TV Cidade Verde. A cena ocorreu após a descoberta de uma gravidez, suspeitas de traição e uma confusão que levou os dois homens para a mesma viatura policial, em Cuiabá, na segunda-feira (1º).
A situação ganhou repercussão porque envolveu dúvidas sobre a paternidade do bebê, acusações de agressão e versões contraditórias apresentadas pelos envolvidos. Enquanto um homem afirmava ter descoberto uma série de traições, o outro exibia um exame de ultrassom da gestante durante a entrevista.
Gestante chegou ferida à UPA
A ocorrência começou quando a gestante procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com lesões pelo corpo. Profissionais de saúde acionaram as autoridades diante da suspeita inicial de violência doméstica.
Durante os primeiros atendimentos, a mulher negou agressões. Ela afirmou que sofreu os ferimentos durante uma tentativa de tirar a própria vida. Segundo seu relato, um dos homens tentou impedi-la e ela caiu durante a intervenção.
A Polícia Civil registrou a ocorrência e encaminhou os envolvidos para prestar esclarecimentos.
Marido relata traições e questiona paternidade
Durante entrevista concedida à emissora local, o marido afirmou que descobriu recentemente que a companheira mantinha um relacionamento extraconjugal há vários meses. Ele relatou forte abalo emocional e declarou que enfrenta dúvidas sobre a paternidade da criança.
O homem também afirmou que a situação destruiu a estrutura familiar construída ao longo dos anos. Segundo ele, a descoberta revelou outros episódios de infidelidade que ainda serão esclarecidos.
A declaração sobre a possível paternidade do rival rapidamente se espalhou nas redes sociais e transformou o caso em um dos assuntos mais comentados da semana em Cuiabá.
Suposto amante nega agressão
O suposto amante rejeitou as acusações de violência. Ele afirmou que apenas tentou evitar uma tragédia. Segundo sua versão, a gestante segurava uma faca e demonstrava intenção de atentar contra a própria vida.
O homem declarou que entrou em luta corporal apenas para retirar a faca e impedir o ato. Ele atribuiu os ferimentos à queda ocorrida durante a intervenção.
A polícia analisa essa versão juntamente com os demais depoimentos prestados pelos envolvidos.
Três pessoas dividiam a mesma casa
Os depoimentos revelaram um detalhe que surpreendeu os investigadores. Segundo os relatos, a mulher manteve um relacionamento de aproximadamente cinco anos com um dos homens, iniciou outro relacionamento após a separação e continuou encontrando o ex-companheiro.
Com o passar do tempo, os três passaram a viver na mesma residência. Eles dividiram despesas, tarefas domésticas e responsabilidades financeiras.
A convivência entre os três não configura crime. No entanto, a polícia investiga se alguém praticou agressões físicas, ameaças ou qualquer outro ato criminoso relacionado aos ferimentos da gestante.







