Na última quarta-feira (19), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, compareceu à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Ele esclareceu as suspeitas de fraude no leilão de importação de arroz.
Durante a audiência, Fávaro enfrentou críticas intensas dos parlamentares. O deputado Luciano Zucco (PL-RS), autor do pedido da CPI do Arroz, afirmou que “o governo está caindo” e comparou a situação ao escândalo do “petrolão”. Além disso, Zucco criticou o Movimento Sem Terra (MST), apesar de sua produção de 16 mil toneladas de arroz orgânico na safra 2022/2023.
Cancelamento do leilão
A Conab cancelou o leilão de importação de arroz após descobrir a participação de empresas sem capacidade técnica adequada, como uma fabricante de sorvetes e uma locadora de veículos. A anulação visa garantir transparência, com um novo edital supervisionado pela AGU e CGU.
Contudo, a bancada agro exigiu a demissão de Edegar Pretto da presidência da Conab, ameaçando apoiar a criação da CPI do Arroz caso suas demandas não fossem atendidas. Fávaro defendeu a anulação do leilão e destacou a necessidade de evitar gastos indevidos de dinheiro público. A polêmica resultou na demissão do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, envolvido no processo.
Ademais, a oposição reuniu cerca de 100 assinaturas das 171 necessárias para formalizar o pedido de criação da CPI do Arroz. Portanto, a situação continua a se desenrolar, com novos detalhes surgindo e o público acompanhando atentamente os próximos passos desta investigação.
Em síntese, essa crise destaca a importância de rigor e transparência nos processos de licitação do governo, evitando fraudes e garantindo o uso eficiente dos recursos públicos





