Vídeo mostra mulher descartando corpo de recém-nascida em lixeira de condomínio em Várzea Grande; veja vídeo

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uma câmera de segurança registrou o momento em que a mulher investigada pela morte da própria filha recém-nascida caminhou até uma lixeira de condomínio e colocou sacos com o corpo da bebê no local. O caso aconteceu em 23 de julho, em Várzea Grande, Mato Grosso, e mobilizou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Vídeo registra momento do descarte

A gravação mostra a mulher caminhando pela rua do condomínio enquanto carregava sacos plásticos pretos. Ela chegou ao container destinado ao recolhimento de resíduos, colocou os sacos dentro da lixeira e voltou para casa logo depois.

Os investigadores identificaram a mulher durante a apuração do caso. Inicialmente, ela negou envolvimento com a morte da criança. Na delegacia, porém, os policiais apresentaram as imagens e confrontaram a versão apresentada por ela.

Mulher admite que descartou a filha

Após os investigadores mostrarem o vídeo, a mulher admitiu que era mãe da bebê e confirmou que levou o corpo até a lixeira. O delegado Rogério Gomes, da DHPP, explicou que a investigação reuniu elementos que apontaram a participação dela no descarte.

A investigada cursa enfermagem. Segundo o delegado, a formação dela chamou atenção durante a apuração porque, na avaliação da polícia, ela deveria conhecer procedimentos básicos para buscar atendimento diante de uma emergência envolvendo um recém-nascido.

Acusada diz que acreditou que bebê estava morta

A mulher contou aos investigadores que teve um parto inesperado durante a madrugada. Segundo o depoimento, o marido dormia naquele momento e desconhecia a gravidez. Ela afirmou que também não tinha certeza sobre a gestação até o início do parto.

A investigada negou o uso de substâncias abortivas e descartou qualquer agressão contra a criança. Ela afirmou que entrou em desespero depois do nascimento e acreditou que a bebê havia morrido.

Mulher relata preocupação com outro filho

A investigada também contou que possui outro filho. Segundo o relato, a criança chamou por ela durante o parto. A mulher afirmou que tentou agir rapidamente para impedir que o filho presenciasse a situação.

Depois do nascimento, ela decidiu colocar o corpo da bebê em sacos plásticos e levá-lo até o container do condomínio. A câmera registrou toda a movimentação e forneceu aos investigadores uma das principais evidências da apuração.

Perícia aponta que bebê nasceu com vida

A perícia encontrou sinais de que a bebê nasceu com vida. Os exames indicaram que a criança respirou por conta própria durante um curto período. Os peritos também examinaram o corpo e não encontraram lesões ou ferimentos aparentes.

Os investigadores aguardam exames complementares para esclarecer outros detalhes. A perícia ainda analisa a possibilidade de aborto e precisa determinar as circunstâncias que envolveram o nascimento e a morte da criança.

Polícia continua investigação em Várzea Grande

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a sequência dos acontecimentos. Os investigadores devem comparar o depoimento da mulher com os resultados dos exames periciais, as imagens das câmeras e os demais elementos reunidos durante a apuração.

A investigação também precisa esclarecer se alguém participou do crime ou se a mulher agiu sozinha. Até o momento, ela afirma que tomou todas as decisões sem ajuda de outra pessoa.

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