A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação Escambo Eleitoral, que investiga a compra de votos nas eleições de 2024 em Várzea Grande, Mato Grosso. Os vereadores Adilsinho (Republicanos) e Feitoza (PSB) entraram na mira dos investigadores por supostamente oferecerem dinheiro e benefícios em troca de apoio eleitoral.
PF realiza buscas e apreensões
Os agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nas residências e gabinetes dos parlamentares na Câmara Municipal. A Delegacia de Defesa Institucional (Delinst) coordenou a operação e mobilizou 16 policiais para coletar provas. Durante as buscas, a equipe apreendeu celulares, notebooks e documentos que podem confirmar o esquema fraudulento.
Investigação começou após flagrante no dia da eleição
A Polícia Federal iniciou a apuração após prender dois homens no dia do pleito, carregando materiais de campanha dos vereadores e R$ 1.700 em dinheiro vivo. A análise dos celulares apreendidos revelou trocas de mensagens e outras evidências que indicam a prática de compra de votos.
Os investigadores descobriram que os suspeitos ofereciam pagamentos em dinheiro, fornecimento de água, óleo diesel e outros benefícios para garantir votos.
Consequências para os vereadores
Se as suspeitas se confirmarem, os vereadores podem responder por captação ilícita de sufrágio e associação criminosa. As penas para esses crimes podem chegar a sete anos de prisão. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral pode determinar a cassação dos mandatos e, dependendo da gravidade das provas, até a realização de novas eleições.
Câmara Municipal se posiciona
A Câmara Municipal de Várzea Grande declarou que apoia as investigações e garantiu que as buscas se restringiram aos gabinetes dos investigados. Em nota, o legislativo reforçou o compromisso com a legalidade e a transparência.
“A Câmara se coloca à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento e reafirma seu compromisso com o interesse público”, destacou o comunicado oficial.
Por fim, os agentes agora analisam as provas apreendidas para aprofundar a investigação. Caso encontrem novos indícios, os vereadores podem perder os mandatos e enfrentar sanções severas.
Perguntas frequentes
Os vereadores ofereciam dinheiro, água, óleo diesel e outros benefícios em troca de votos, segundo a investigação da Polícia Federal.
Eles podem perder os mandatos, pegar até sete anos de prisão e até provocar novas eleições na cidade.
Não. A Câmara declarou que apoia as investigações e que as buscas se limitaram aos gabinetes dos suspeitos.







