A vereadora Paula Callil, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, apresentou dois projetos de lei que geram debate na cidade. O primeiro, a PL 3/2025, propõe suspender os efeitos de uma medida que permite o aborto sem consentimento dos pais ou responsáveis para adolescentes menores de 14 anos. O segundo, a PL 1904/2024, reforça sua posição contrária ao aborto e a favor da vida.
O que propõe a PL 3/2025?
A PL 3/2025 busca revogar uma decisão que autoriza o aborto em qualquer fase da gestação para adolescentes menores de 14 anos, sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis. Callil argumenta que essas jovens já passaram por traumas, como no caso do estupro, e precisam de acompanhamento psicológico, além do apoio da família. Para ela, submeter uma adolescente a um aborto sem o aval dos pais pode agravar o sofrimento emocional.
Defesa da vida e posicionamento pessoal
Paula Callil se declara contra o aborto e a favor da vida, destacando sua posição como mãe e mulher. Ela afirma que a vida deve ser protegida em todas as circunstâncias e que o aborto não é a solução para casos de gravidez resultante de violência sexual. A vereadora reforça que as adolescentes precisam de suporte integral, incluindo assistência psicológica e familiar, para superar os traumas vividos.
Debate e repercussão
Os projetos de Callil reacendem uma discussão polêmica sobre direitos reprodutivos, autonomia das adolescentes e o papel da família em decisões delicadas. Enquanto alguns defendem a necessidade de proteger as vítimas de violência sexual, outros argumentam que a decisão deve considerar o bem-estar físico e emocional das jovens. O tema promete gerar debates acalorados na Câmara e na sociedade cuiabana.
Perguntas e respostas rápidas
- O que propõe a PL 3/2025?
A proposta suspende a autorização para aborto sem consentimento dos pais em menores de 14 anos. - Qual a posição de Paula Callil sobre o aborto?
A vereadora é contra o aborto e defende a proteção da vida em todas as circunstâncias. - Por que a PL 3/2025 gera debate?
O projeto discute a autonomia das adolescentes vítimas de violência sexual e o papel da família em decisões sobre o aborto.









