A vereadora Bianca Freitas (MDB), de Barra do Garças, denunciou publicamente neste domingo um ataque misógino sofrido nas redes sociais. O comentário ofensivo foi publicado em uma postagem fixada em seu perfil, na qual a parlamentar comemorava a eleição e destacava a volta de mulheres à Câmara Municipal após uma década sem representatividade feminina.
Em vídeo divulgado pela própria vereadora, ela exibiu a mensagem em que o agressor escreveu que “o único mérito de mulher é ter vagina”. A parlamentar informou que o caso será investigado pela Polícia Judiciária Civil e também será levado à Justiça.
Comentário ofensivo e repercussão imediata
A publicação que motivou o ataque celebrava um marco político local: o retorno de mulheres ao Legislativo municipal depois de dez anos. O comentário misógino rapidamente gerou indignação entre seguidores e apoiadores.
Ao tornar o episódio público, Bianca Freitas reforçou a importância de combater discursos de ódio nas plataformas digitais. A exposição do comentário também ampliou o debate sobre violência política de gênero, prática que afeta mulheres em cargos eletivos em diferentes regiões do país.
A legislação brasileira prevê punições para crimes contra a honra e para manifestações discriminatórias. Desde 2021, a Lei 14.192 tipifica a violência política contra a mulher, incluindo ataques que visam desqualificar a atuação feminina na política.
Mulheres na política e desafios persistentes
A presença feminina nas câmaras municipais ainda enfrenta obstáculos. Apesar de a legislação eleitoral exigir percentual mínimo de candidaturas de mulheres, a representatividade efetiva varia entre municípios.
Em Barra do Garças, a volta de mulheres ao parlamento local simboliza mudança no cenário político. Por isso, o ataque direcionado à vereadora ganhou dimensão pública.
Especialistas apontam que ataques virtuais podem impactar a atuação política e a participação feminina no debate público. No entanto, a denúncia formal contribui para responsabilização e fortalecimento institucional.
Investigação e próximos passos
A Polícia Judiciária Civil deverá apurar a autoria do comentário e avaliar as medidas cabíveis. O caso também seguirá para análise judicial.
Bianca Freitas reafirmou que não aceitará manifestações que desqualifiquem mulheres pelo simples fato de ocuparem espaço político. A investigação buscará identificar o responsável e definir eventuais responsabilizações.
Perguntas frequentes:
Onde ocorreu o ataque?
Nas redes sociais da vereadora de Barra do Garças.
O que dizia o comentário?
Afirmava que “o único mérito de mulher é ter vagina”.
O caso será investigado?
Sim, pela Polícia Judiciária Civil e pela Justiça.





