Na manhã desta terça-feira, 15 de outubro, o Governo da Bahia deu início ao transporte dos 40 vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que estavam parados desde 2013 em Várzea Grande, nas proximidades do Aeroporto Marechal Rondon. Esse processo ocorre como resultado de um acordo firmado entre o Governo da Bahia e o Consórcio VLT, mediado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, o valor total da negociação chega a R$ 793,7 milhões, e será pago em quatro parcelas anuais, devidamente corrigidas pela inflação.
O Governo de Mato Grosso destinou os recursos obtidos com a venda dos vagões para financiar o novo sistema de transporte BRT (Ônibus de Trânsito Rápido). Além disso, o governo usará esses valores para ressarcir os cofres públicos e cobrir os custos das obras do BRT. O investimento também inclui a compra dos ônibus que integrarão o novo modal, assegurando a viabilidade do projeto que substitui o VLT.
Em 2013, o governo de Silval Barbosa comprou 40 vagões do VLT por aproximadamente R$ 500 milhões. O objetivo consistia em conectar as cidades de Cuiabá e Várzea Grande antes da Copa do Mundo de 2014. No entanto, atrasos nas obras e problemas de gestão impediram a conclusão do projeto. Em 2017, Silval Barbosa, em delação premiada, confessou que o projeto do VLT fazia parte de um esquema de corrupção, onde ele recebeu propina pela compra dos vagões. Como resultado, os vagões ficaram parados por quase uma década, simbolizando o desperdício de recursos públicos.
Aposta no BRT
Com o transporte dos vagões para a Bahia, o governo de Mato Grosso encerra definitivamente o polêmico capítulo do VLT. Agora, a gestão de Mauro Mendes concentra seus esforços na implantação do sistema BRT, considerado uma solução mais eficiente e econômica para a mobilidade urbana na região. Assim, a expectativa é de que o BRT ofereça uma resposta aos desafios de transporte que há anos afetam os moradores de Cuiabá e Várzea Grande.









