UPAs de Cuiabá viram palco de embate entre prefeito e vereadora: quem está falando a verdade; Veja vídeo

A situação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Cuiabá voltou ao centro do debate político municipal após declarações conflitantes entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e a vereadora Maysa Leão (Republicanos). Enquanto o prefeito afirma que as unidades estão vazias devido ao fim da “farra” dos atestados médicos, a vereadora aponta para um cenário completamente diferente: emergências lotadas, medicamentos em falta e infraestrutura precária.

“Recepção vazia não significa UPA vazia”

A vereadora Maysa Leão realizou uma visita surpresa à UPA Morada do Ouro e divulgou imagens da recepção aparentemente vazia. No entanto, segundo ela, o problema está longe de ser resolvido. Em entrevista, Maysa desafiou o prefeito a mostrar outras áreas da unidade, como enfermarias e salas de emergência, onde pacientes aguardam atendimento em condições precárias.

Segundo a parlamentar, os problemas não se limitam à falta de medicamentos. Ela relatou a existência de cadeiras quebradas sendo utilizadas por pacientes, além de demora no atendimento. Para ela, o discurso do prefeito desconsidera a realidade das áreas internas das unidades de saúde.

Prefeito sustenta que atendimento melhorou

Do outro lado, Abilio Brunini argumenta que as UPAs estão menos congestionadas porque o município conseguiu cortar o uso abusivo de atestados médicos. O prefeito tem divulgado imagens das recepções das unidades, reforçando que os espaços estão com fluxo controlado e sem superlotação. Segundo ele, isso reflete uma melhora na gestão e um uso mais consciente dos serviços.

Brunini, porém, não respondeu diretamente aos questionamentos sobre as salas de emergência e a estrutura das unidades internas, o que tem gerado desconfiança entre servidores da saúde e parte da população.

O que dizem os profissionais da saúde?

Nos bastidores, trabalhadores da saúde que preferem não se identificar apontam que há uma tentativa política de manipular a percepção da população. Relatam que, apesar de algumas melhorias pontuais, as UPAs ainda enfrentam carência de insumos, equipe médica reduzida e pacientes que aguardam atendimento por horas.

A polêmica mostra que o embate político se tornou um obstáculo adicional para quem precisa de atendimento público. E, enquanto a disputa segue, quem depende do SUS continua buscando respostas.

Perguntas e respostas

As UPAs realmente estão vazias em Cuiabá?
As recepções podem estar com menos pacientes, mas salas de emergência continuam lotadas, segundo denúncias.

O que o prefeito quer dizer com “fim da farra dos atestados”?
Ele afirma que o controle dos atestados médicos diminuiu a procura desnecessária nas unidades.

Quem fiscaliza a situação das UPAs?
A fiscalização cabe aos vereadores, Ministério Público e órgãos de controle como o Conselho Municipal de Saúde.

Fabíola Maria Costa Silva

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