Uma confusão entre vizinhos terminou em registro policial na noite de segunda-feira (12), no Setor Parque Tremendão, região noroeste de Goiânia. Após uma tentativa de invasão, um homem sofreu queimaduras depois que a moradora reagiu para impedir a entrada dele na residência. A família do homem acionou a Polícia Militar e denunciou o caso como lesão corporal.
Câmeras mostram tentativa de invasão
Imagens de segurança registraram o momento em que o homem aparece sozinho, por volta das 23h de domingo, batendo no portão e forçando a entrada na casa da vizinha. Segundo o relato da moradora, ele também danificou a porta de vidro durante a ação, o que aumentou o medo de uma invasão completa.
A cuidadora de animais, responsável por um abrigo no local, afirmou à polícia que decidiu reagir por temer pela própria segurança. Diante da insistência do vizinho e do comportamento agressivo, ela jogou água quente para afastá-lo e impedir que ele entrasse na casa. A mulher alegou legítima defesa e disse que agiu por desespero.
Histórico de conflitos agrava a situação
De acordo com a moradora, os desentendimentos com o vizinho e com o irmão dele se arrastam há anos e se intensificaram nos últimos meses. Ela relatou que ambos possuem histórico de dependência química e já protagonizaram outras situações de ameaça, discussões e danos à residência.
Polícia registra ocorrência e apura versões
A Polícia Militar ouviu as partes envolvidas e registrou a ocorrência após a denúncia da família do homem ferido. A Polícia Civil deve analisar as imagens e os depoimentos para apurar se houve excesso na reação ou se a conduta da moradora se enquadra como legítima defesa diante da tentativa de invasão.
Moradores cobram medidas preventivas
Vizinhos afirmam que situações de conflito têm sido frequentes na região e pedem maior presença policial para evitar novos episódios de violência e risco às famílias.
Perguntas e respostas
A tentativa de invasão da residência e conflitos antigos entre os vizinhos.
Ela afirmou que tentou impedir a entrada do homem e proteger a própria integridade.
Não. A polícia ainda analisa imagens e depoimentos para definir responsabilidades.


