“Fui preso por alimentar gatos”: protetor de animais denuncia abordagem durante discussão; Veja vídeo

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Um professor e protetor independente de animais denunciou ter sido preso durante uma discussão enquanto alimentava gatos em situação de rua.

O caso foi registrado em Boa Vista (RR), na última quarta-feira (9/7).

As versões apresentadas pelas partes envolvidas serão apuradas, enquanto boletins de ocorrência foram registrados.

Um professor e protetor independente de animais, identificado como Társis Araújo Magalhães Ramos, de 43 anos, denunciou ter sido preso após uma discussão enquanto alimentava gatos em situação de rua, em Boa Vista (RR). O caso ocorreu na última quarta-feira (9/7), e a liberação foi realizada no mesmo dia.

Segundo o boletim de ocorrência, uma abordagem teria sido realizada pela major da Polícia Militar de Roraima (PMRR) Dyanna Vieira de Oliveira, por Daniel Moura Silva, apontado no registro como policial militar, e pelo filho do casal, Eduardo Moura.

Discussão foi registrada em vídeo

Um vídeo obtido pela coluna mostrou o momento em que a major chamou a atenção das pessoas que alimentavam os animais. Nas imagens, teria sido alegado que a alimentação dos gatos estava sendo colocada em frente à “sua calçada”. Também foi mostrado um homem recolhendo a ração espalhada enquanto apoiava a policial durante a discussão.

Professor afirmou ter autorização para alimentar animais

Segundo Társis, os recipientes com ração e água não estavam localizados em frente ao imóvel da major, mas na calçada de uma residência vizinha. O professor afirmou que uma autorização teria sido concedida pela proprietária do imóvel para que os animais fossem alimentados no local.

Ainda conforme o relato apresentado, a major teria pedido que a alimentação dos gatos fosse interrompida. O professor afirmou que teria sido chamado de “marginal” e “filho da puta” pela oficial. Também foi relatado que ameaças teriam sido feitas por Eduardo Moura.

Prisão foi determinada durante ocorrência

Conforme o relato do professor, acusações sem provas teriam sido feitas contra ele durante a discussão. Já a major teria informado que a prisão foi determinada após alegações de ameaça, desobediência e perturbação do sossego alheio.

Um boletim de ocorrência também foi registrado por Társis contra a policial. No documento, foi informado que as supostas ofensas e ameaças teriam causado temor pela integridade física e psicológica.

O caso segue sendo apurado a partir dos registros realizados e dos relatos apresentados pelos envolvidos.

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