Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um esquema sofisticado de furto de combustível que funcionava a partir de um imóvel alugado em Ceilândia. Segundo as autoridades, os suspeitos construíram um túnel clandestino para acessar um oleoduto da Petrobras e desviar milhares de litros de combustível sem interromper o funcionamento da tubulação.
A operação identificou um prejuízo estimado em R$ 2,1 milhões.
Imóvel levantou suspeitas dos moradores
De acordo com a investigação, os envolvidos alugaram um imóvel localizado no condomínio Vista Bela, às margens da DF-180, alegando que abririam uma borracharia.
No entanto, o estabelecimento nunca chegou a funcionar.
Com o passar dos meses, moradores começaram a estranhar a movimentação no local, que permanecia fechado durante o dia e registrava atividades apenas durante a noite.
Odor de combustível chamou atenção
Relatos apontam que caminhões costumavam circular pela região durante a madrugada.
Além disso, moradores perceberam um forte cheiro de combustível vindo do imóvel e observaram a retirada frequente de materiais durante a noite.
Outro detalhe que despertou suspeitas foi a proximidade da construção com uma tubulação da Petrobras, localizada a poucos metros da fachada.
Criminosos escavaram túnel até oleoduto
As diligências da Polícia Civil confirmaram que os suspeitos haviam escavado um túnel subterrâneo para alcançar o oleoduto.
Segundo os investigadores, foi utilizada uma técnica conhecida como “trepanação”, que permite perfurar a tubulação e retirar o combustível sem interromper o fluxo normal do produto.
O método é considerado complexo e exige conhecimento técnico especializado.
Mais de 100 mil litros teriam sido desviados
As apurações apontam que aproximadamente 100 mil litros de derivados de petróleo foram desviados pelo grupo.
O volume representa um prejuízo estimado em R$ 2,1 milhões.
A polícia acredita que a ação envolvia uma estrutura organizada responsável pela retirada, transporte e comercialização do combustível furtado.
Investigação continua
A Operação Estige segue em andamento para identificar todos os integrantes do esquema.
Os investigadores trabalham para localizar os responsáveis pela logística da operação, além de possíveis receptadores do combustível e veículos utilizados no transporte da carga.
A Polícia Civil considera o grupo altamente especializado e continua reunindo elementos para ampliar as responsabilizações no caso.







