Trump assina decreto e promete reduzir em até 90% o preço dos remédios nos EUA

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto executivo que pretende cortar drasticamente os preços dos medicamentos prescritos no país. A medida, anunciada nesta segunda-feira (12), busca alinhar os preços americanos aos menores praticados por países desenvolvidos.

Política de “nação mais favorecida” norteia a proposta

Trump baseou a iniciativa em uma política chamada “nação mais favorecida”, que exige que os Estados Unidos paguem pelos medicamentos os mesmos valores cobrados no país que oferece o menor preço. Segundo ele, a indústria farmacêutica tem explorado os consumidores americanos, que acabam pagando muito mais do que cidadãos de outras nações.

Mercado reage, farmacêuticas criticam

Logo após o anúncio, ações de grandes farmacêuticas, como Pfizer e Eli Lilly, caíram no mercado financeiro. Analistas destacam que a proposta pode afetar os lucros dessas empresas e obrigá-las a rever estratégias globais de precificação.

Entidades do setor criticaram o plano. Representantes da indústria alegam que preços mais baixos podem prejudicar investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de impactar a oferta de medicamentos de ponta.

Decreto enfrenta obstáculos jurídicos

Especialistas em saúde alertaram que o decreto pode enfrentar resistência na Justiça. Durante o primeiro mandato de Trump, uma proposta parecida acabou barrada por tribunais federais. Para ser implementada, a medida precisa respeitar a legislação atual e dependerá da forma como o governo conduzirá sua aplicação.

Prazos e possíveis retaliações

O governo deu 30 dias para que as farmacêuticas apresentem propostas de redução de preços. Se não houver avanços, Trump prometeu adotar medidas adicionais, como tarifas, restrições a exportações ou a liberação da importação de medicamentos de países com preços mais acessíveis.

Acesso e impacto na saúde pública

Com a proposta, Trump quer tornar os medicamentos mais acessíveis e enfrentar um dos maiores problemas do sistema de saúde americano: o alto custo dos remédios. No entanto, o sucesso da medida dependerá da reação do setor farmacêutico, da legalidade da ação e da execução prática nos próximos meses.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que diz o novo decreto de Trump?

Ele prevê redução de até 90% nos preços de remédios, igualando os valores aos menores praticados globalmente.

Qual política sustenta a proposta?

A “nação mais favorecida”, que obriga os EUA a pagar o menor preço disponível internacionalmente.

Como reagiu o mercado?

Ações de grandes farmacêuticas caíram, e o setor manifestou preocupação com os impactos na inovação.


Fabíola Maria Costa Silva

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