Traficante da cúpula do PCC “Pigmeu” é preso após 6 anos foragido e volta ao centro de investigação da PF

Um dos nomes mais procurados do crime organizado foi preso.
Gerson Palermo, o “Pigmeu”, foi localizado na Bolívia.
O caso envolve condenações e suspeitas de corrupção judicial.

O traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu” e apontado como integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) após passar seis anos foragido. Ele foi localizado e detido pela polícia boliviana, segundo informações da Polícia Federal.

Palermo acumulava condenações por tráfico de drogas e outros crimes, somando penas que chegam a 126 anos de prisão. Entre os casos mais conhecidos está o sequestro de um avião da antiga Vasp, ocorrido no ano 2000.

Traficante havia fugido após benefício judicial

De acordo com a Polícia Federal, Gerson Palermo havia sido beneficiado com um habeas corpus concedido em abril de 2020, durante a pandemia de covid-19, com base em alegações de saúde.

Após a decisão, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas depois, passando a ser considerado foragido desde então.

A defesa do traficante não foi localizada para comentar o caso.

PF apura suspeita de venda de decisões judiciais

A investigação aponta suspeitas de irregularidades envolvendo a decisão que concedeu o benefício ao traficante.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o habeas corpus teria sido obtido mediante pagamento de propina, em um esquema investigado como possível venda de sentenças.

O caso também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de atividades paralelas, incluindo movimentações financeiras atípicas.

O desembargador citado nas investigações nega qualquer irregularidade.

Histórico inclui sequestro de avião com 60 passageiros

Um dos crimes mais graves atribuídos a Gerson Palermo ocorreu em agosto de 2000, quando um Boeing da antiga Vasp foi sequestrado após decolar de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba.

A aeronave, que transportava cerca de 60 passageiros, teve a rota desviada para o interior do Paraná.

Na ocasião, o grupo criminoso teria roubado milhões em malotes bancários, e parte do dinheiro nunca foi recuperada.

O traficante foi preso dias depois do crime, em São Paulo, carregando dinheiro relacionado ao assalto.

Caso volta a repercutir após prisão na Bolívia

Com a nova prisão, o caso voltou a ganhar destaque e reacendeu investigações sobre a atuação de integrantes do PCC fora do Brasil.

A Polícia Federal agora deve analisar os próximos passos para possível extradição e continuidade do cumprimento da pena no país.

As autoridades seguem investigando a rede de apoio que teria permitido a fuga e a permanência do traficante foragido por anos.

Karolina silva

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