Moradores do loteamento Jardim Maria Isabel, localizado no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande, denunciaram nesta terça-feira (8) o uso contínuo de um terreno privado como ponto clandestino de descarte de lixo e entulho. Segundo os relatos, a prática ocorre principalmente em horários de pouco movimento, e até mesmo caminhões e caminhonetes descarregam resíduos sem qualquer fiscalização ou punição.
Um vídeo feito por uma moradora mostra uma caminhonete despejando lixo em plena luz do dia, o que confirma a frequência do problema. As imagens circularam em grupos de moradores e reforçaram o pedido por medidas urgentes para coibir a prática, que tem causado preocupação tanto ambiental quanto de saúde pública.
Área abriga animais silvestres e já sofreu incêndio
O terreno afetado fica próximo a uma Área de Preservação Permanente (APP), o que intensifica a gravidade da situação. A presença de animais silvestres no entorno eleva os riscos causados pelo acúmulo de lixo, como contaminação do solo, atração de vetores de doenças e destruição do habitat natural. Além disso, moradores relataram que um incêndio, aparentemente provocado, já atingiu a área, aumentando o temor de novos episódios de degradação.
Mesmo diante dos alertas, as autoridades ainda não deram resposta efetiva. Os moradores afirmam ter acionado diversas vezes órgãos como a Secretaria de Meio Ambiente e a Prefeitura, mas dizem não ter recebido qualquer retorno ou visita técnica. Diante da inércia, eles instalaram câmeras de segurança e passaram a monitorar, por conta própria, os veículos que acessam o terreno.
Fiscalização ausente reforça sensação de abandono
“Tem tudo para ser um bairro limpo e bonito, mas infelizmente existem pessoas que poluem e desrespeitam o espaço coletivo”, lamentou uma moradora. O sentimento de descaso se intensifica a cada nova denúncia ignorada. Enquanto o poder público não toma providências, a comunidade continua se organizando para registrar imagens e cobrar ações mais firmes.
A situação evidencia um problema recorrente em muitas cidades: a falta de fiscalização ambiental e a impunidade em casos de descarte irregular. Por fim a população, que deseja um ambiente limpo e seguro, se vê obrigada a assumir um papel que deveria ser das autoridades.
Perguntas frequentes:
Sim, trata-se de crime ambiental, principalmente quando envolve áreas próximas a APPs.
A fiscalização é de responsabilidade da Prefeitura e dos órgãos ambientais municipais e estaduais.
Sim, a população pode registrar denúncias na ouvidoria da Prefeitura e no Ministério Público.



