A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar de Mato Grosso prenderam dois homens por tráfico de drogas na manhã desta quarta-feira (9), após uma perseguição intensa na BR-364. A dupla transportava Skunk — uma versão altamente potente da maconha — em um carro que saiu do Acre com destino ao interior mato-grossense.
Ao cruzar o posto da PRF em Rondonópolis, os suspeitos aceleraram para escapar da fiscalização. Eles avançaram em alta velocidade pelo perímetro urbano da cidade e seguiram pela BR-364 rumo a Pedra Preta. Durante a fuga, colocaram em risco motoristas e pedestres.
A PRF acionou a Polícia Militar, que bloqueou a rodovia e interceptou o veículo em Pedra Preta. Os agentes prenderam um dos ocupantes ainda dentro do carro. O outro correu para a mata, mas os policiais o capturaram minutos depois, após cerco e varredura no local.
Skunk domina rotas de tráfico pelo Centro-Oeste
A apreensão confirma uma tendência crescente no tráfico regional: a substituição da maconha tradicional pelo Skunk, substância com concentração de THC até sete vezes maior. Traficantes preferem essa droga por gerar lucros mais altos e exigir menor volume para transporte.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, o número de apreensões de Skunk aumentou 54% em Mato Grosso nos últimos 12 meses. As rotas partem da fronteira amazônica — via Acre e Rondônia — e cruzam o estado até chegar às regiões Sudeste e Sul do país.
BR-364 vira ponto crítico no combate ao tráfico
A BR-364, que liga o Norte ao Centro-Oeste do Brasil, concentra operações estratégicas de combate ao tráfico. O fluxo de veículos com drogas aumenta nos trechos entre Porto Velho, Rio Branco, Rondonópolis e Cuiabá. A PRF intensificou a vigilância com uso de drones, cães farejadores e inteligência integrada.
Perguntas frequentes
O Skunk concentra até 7 vezes mais THC e provoca efeitos psicoativos mais fortes, o que aumenta os danos ao cérebro.
Eles aproveitam a ligação direta com fronteiras e a facilidade de acesso entre o Norte e o Sudeste para escoar entorpecentes.
A Justiça enquadra a pessoa por tráfico interestadual e aplica penas de 5 a 15 anos de prisão.



