Tensão e empurrões marcam sessão da Assembleia de Minas durante debate sobre privatização da Copasa; veja vídeo

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A reunião ordinária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na tarde desta quarta-feira (5), terminou em confusão e troca de empurrões entre parlamentares. O motivo foi a discussão acalorada sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da exigência de consulta popular para a privatização da Copasa, companhia responsável pelo abastecimento de água e saneamento no estado.

Debate sobre a Copasa vira campo de batalha política

O clima de tensão começou quando deputados da base governista e da oposição se enfrentaram verbalmente sobre a tramitação da proposta. O texto é de interesse do governo mineiro, que busca abrir caminho para a venda da estatal sem a necessidade de um referendo com a população.

Durante as falas, os deputados Gustavo Valadares (PSD) e Ulisses Gomes (PT) trocaram ofensas e se levantaram de suas cadeiras. O desentendimento evoluiu rapidamente para empurrões, obrigando o presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), a interromper a sessão e solicitar a presença da Polícia Legislativa para conter a confusão. Outros parlamentares precisaram intervir para separar os dois e evitar que a briga se agravasse.

Reações e repercussão dentro do plenário

Após o incidente, Tadeu Leite pediu calma aos presentes e lamentou o comportamento dos colegas. A sessão foi retomada minutos depois, mas em clima de forte tensão. Parlamentares de diferentes bancadas criticaram o episódio, afirmando que a Assembleia não é lugar para agressões físicas.

Ulisses Gomes classificou a discussão como resultado da “pressa indevida” do governo em aprovar a PEC sem amplo debate com a sociedade. Já Gustavo Valadares, um dos principais articuladores da proposta, acusou a oposição de “travar o desenvolvimento do estado” por motivos ideológicos. Ambos trocaram declarações nos corredores após o encerramento da sessão, ampliando a repercussão política do episódio.

Entenda o que está em jogo na PEC da Copasa

A PEC em debate propõe eliminar a obrigatoriedade de consulta popular prevista na Constituição estadual para autorizar a privatização de empresas públicas, como Copasa e Cemig. O governo argumenta que a mudança é necessária para atrair investimentos e modernizar os serviços. A oposição, por outro lado, afirma que o texto retira da população o direito de decidir sobre a venda de um patrimônio público essencial.

O projeto ainda precisa passar por novas etapas antes de ser votado em plenário, mas a discussão promete continuar acirrada. O episódio de hoje expôs, mais uma vez, a polarização política em torno das privatizações em Minas Gerais.


Perguntas curtas e curiosas:

Por que houve confusão na Assembleia de Minas?
Porque deputados divergiram sobre a PEC que elimina a consulta popular para privatizar a Copasa.

Quem protagonizou a briga?
Os deputados Gustavo Valadares (PSD) e Ulisses Gomes (PT), que trocaram empurrões durante a sessão.

O que a PEC pretende mudar?
Ela quer acabar com a exigência de referendo popular para autorizar a venda de empresas públicas em Minas Gerais.

Fabíola Maria Costa Silva

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