Na terça-feira, 12 de agosto, a Polícia Militar de Mato Grosso exonerou o tenente-coronel Alexandre José Dal Acqua do cargo de comandante do 8º Comando Regional em Juína, cidade localizada a 729 km de Cuiabá. A decisão veio após a denúncia de estupro e tentativas de abuso sexual, envolvendo o próprio militar e uma estagiária sob sua supervisão.
Denúncias de abuso sexual
A denúncia surgiu em abril deste ano, por meio do sistema Fala Cidadão. Segundo a acusação, no dia 19 de fevereiro de 2024, Dal Acqua teria estuprado uma estagiária que trabalhava no batalhão de Juína, logo após assumir o comando. A vítima, temerosa em se expor, não quis fornecer entrevista nem os dados de sua defesa. O relato também afirma que o tenente-coronel continuou a assediar a estagiária dentro do quartel, com um episódio registrado em setembro de 2024, quando Dal Acqua teria puxado a vítima pelo braço, tentando forçá-la a sair com ele, sendo contido por outros policiais.
Além da estagiária, o tenente-coronel também é acusado de assediar uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e uma servidora da Prefeitura de Juína. A investigação segue em sigilo, devido à natureza delicada das acusações de violência sexual contra mulheres.
Afastamento e acompanhamento do caso
Após ouvir uma das vítimas no dia 11 de agosto, a Corregedoria da Polícia Militar determinou o afastamento imediato de Dal Acqua do comando. A Corregedoria enviou também a Patrulha Maria da Penha de Cuiabá para prestar assistência às vítimas, oferecendo suporte emocional e psicológico.
O advogado de Dal Acqua, Geraldo Silva Bahia Filho, afirmou que a exoneração não representa punição e argumentou que as acusações não têm fundamento. Ele também criticou o vazamento das informações à imprensa, alegando que isso gerou distorções e prejulgamentos sobre o caso.
Perguntas frequentes
A exoneração aconteceu após denúncias de estupro e assédio sexual feitas por uma estagiária e outras vítimas.
A Corregedoria afastou imediatamente Dal Acqua e enviou a Patrulha Maria da Penha para apoiar as vítimas com suporte psicológico.
O caso levanta preocupações, pois o estado lidera o ranking de feminicídios e apresenta altas taxas de violência sexual.




