Uma técnica de enfermagem e o motorista de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) morreram na quarta-feira (22), após grave acidente na BR-364, entre Rondonópolis e Cuiabá, em Mato Grosso. As vítimas eram Hellen Zancheta e Willian Martins.
A equipe transportava um paciente quando uma carreta bateu na ambulância em trecho de curva. Com o impacto, o veículo rodou na pista e ficou destruído. Equipes de resgate constataram as mortes ainda no local.
O acidente causou forte comoção entre profissionais da saúde e moradores da região. Hellen e Willian atuavam em serviço essencial, responsável por atendimentos de urgência e remoções hospitalares no estado.
Paciente e acompanhante seguem em estado grave
O acidente também feriu gravemente o paciente transportado e um acompanhante. Socorristas prestaram os primeiros atendimentos e levaram os dois ao Hospital Municipal de Cuiabá.
Até a publicação desta matéria, autoridades de saúde não divulgaram novo boletim médico. Equipes operacionais organizaram o trânsito e liberaram a pista de forma gradual.
A BR-364 concentra grande fluxo de carretas, ônibus e veículos leves. O trecho entre Rondonópolis e Cuiabá funciona como corredor logístico estratégico para Mato Grosso.
Caminhoneiro afirma que tentou frear antes da colisão
O motorista da carreta relatou que a ambulância reduziu a velocidade ao entrar na curva. Segundo ele, a carreta perdeu espaço de frenagem e atingiu a traseira do veículo de resgate.
Peritos vão analisar marcas de frenagem, velocidade, distância entre veículos, condições da pista e eventuais falhas mecânicas. A investigação também vai confrontar depoimentos e imagens, se existirem.
O relato do caminhoneiro integra a fase inicial da apuração. A versão dele não encerra o caso e depende da conclusão técnica.
Polícia Civil, PRF e perícia técnica apuram causas e responsabilidades.
Não. A investigação analisa distância, velocidade e dinâmica do acidente.
Sim. O condutor deve adaptar a velocidade às condições da via.




