A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta última quinta-feira (7), dois suspeitos investigados pela chacina que matou quatro trabalhadores baianos na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco de Cuiabá localizaram os investigados em uma quitinete no bairro Marajoara, em Várzea Grande.
A Justiça da Paraíba expediu mandado de busca e apreensão contra J.I.M.S., de 18 anos, por ato infracional análogo ao crime de homicídio simples. Segundo a investigação, ele participou da execução quando ainda era menor de idade e completou 18 anos há 11 dias.
A Justiça também decretou a prisão temporária de R.O.S.F., de 18 anos, investigado pelos homicídios. Policiais civis da Paraíba compartilharam informações com as equipes de Mato Grosso, que identificaram o esconderijo dos suspeitos e executaram a operação.
Polícia apreende documentos falsos e celulares
Os policiais encontraram um documento falso com J.I.M.S. durante a abordagem. O suspeito tentou esconder a verdadeira identidade para dificultar a ação policial. As equipes confirmaram a fraude documental após checagens e diligências complementares.
Os investigadores também apreenderam um celular Samsung que passará por perícia. No imóvel, os policiais localizaram outro documento com sinais de falsificação escondido dentro da caixa de um aparelho celular pertencente ao segundo investigado.
A Polícia Civil encaminhou os dois suspeitos à unidade policial. Eles permanecem à disposição da Justiça. Além da investigação por homicídio, os envolvidos podem responder por falsidade ideológica e uso de documento falso, crimes previstos nos artigos 299 e 304 do Código Penal Brasileiro.
Chacina teria ligação com facção criminosa
A Polícia Civil da Paraíba identificou a participação de uma facção criminosa na execução dos trabalhadores. As investigações apontam que um líder criminoso foragido no Rio de Janeiro ordenou as mortes.
Segundo os investigadores, uma suposta dívida ligada ao tráfico de drogas motivou o crime. A polícia, porém, descartou envolvimento dos outros três trabalhadores assassinados com atividades criminosas.
Criminosos abandonaram os corpos das vítimas em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, na madrugada de 3 de abril. A perícia confirmou que os assassinos mataram os trabalhadores a tiros. Três vítimas estavam com as mãos amarradas para trás.
O Código Penal prevê pena de até seis anos de prisão, além de multa, para quem utiliza documentos falsificados.
As polícias compartilham informações de inteligência, monitoram celulares e cruzam dados de investigação.
A Justiça autoriza a prisão temporária para ajudar nas investigações de crimes graves durante prazo determinado.




