Suspeito aparece em vídeo dentro da UFMT pouco antes do crime contra Solange; veja vídeo

Vídeo

Um novo vídeo obtido pelas câmeras de segurança da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) registrou Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, caminhando pelo campus em Cuiabá na manhã de 23 de julho, pouco antes do desaparecimento de Solange Aparecida Sobrinho, também de 30 anos. A Polícia Civil prendeu Reyvan na última sexta-feira (29), acusando-o de estupro e feminicídio.

As imagens mostram o homem às 9h42 usando camiseta, calça jeans, chinelo branco e uma mochila vermelha e preta. Horas depois, por volta das 14h30, as câmeras novamente registraram sua presença, dessa vez próximo à cafeteria da Faculdade de Engenharia. As gravações reforçam a linha do tempo que a investigação montou para detalhar a movimentação do suspeito dentro da universidade no dia em que Solange foi vista pela última vez.

Feminicídio em ambientes acadêmicos levanta alerta sobre segurança

O caso provocou preocupação entre estudantes, professores e funcionários da instituição, que passaram a questionar a segurança nos espaços universitários. A UFMT possui câmeras de monitoramento em diferentes pontos do campus, mas a investigação mostra que a circulação de pessoas não é rigidamente controlada. Especialistas em segurança ouvidos pela imprensa apontam que universidades brasileiras enfrentam desafios para conciliar abertura dos espaços com a proteção da comunidade acadêmica.

As autoridades reforçaram que o caso de Solange não se trata apenas de um crime isolado, mas de mais um episódio que expõe a vulnerabilidade das mulheres em espaços públicos. O feminicídio, tipificado em lei no Brasil desde 2015, coloca o país entre os que apresentam índices alarmantes de violência de gênero.

Linha do tempo ajuda polícia a consolidar provas

A polícia utiliza as imagens como parte fundamental das provas que sustentam a acusação contra Reyvan. Ao cruzar os horários de circulação dele com o desaparecimento de Solange, os investigadores buscam estabelecer a conexão entre os dois acontecimentos.

Segundo informações do inquérito, Reyvan teria permanecido no campus durante várias horas, o que reforça a suspeita de premeditação. O cruzamento das câmeras também ajuda a indicar a rota percorrida, desde os primeiros registros pela manhã até a movimentação próxima à cafeteria. Esse tipo de análise digital vem se tornando cada vez mais decisivo em casos de violência urbana, permitindo que investigadores reconstituam ações e localizem possíveis testemunhas.

Perguntas frequentes:

Por que o caso chamou tanta atenção?

Porque envolve feminicídio em um ambiente acadêmico, o que gerou forte repercussão social.

Como a polícia conseguiu identificar o suspeito?

As imagens das câmeras de segurança mostraram os deslocamentos dele pelo campus.

O que muda após esse crime?

O episódio pressiona universidades a rever estratégias de segurança e monitoramento.

Amanda Almeida

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