De acordo com novas mensagens vazadas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria utilizado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para conduzir investigações sobre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essas mensagens mostram que o gabinete de Moraes solicitou, de forma extraoficial, a produção de relatórios específicos ao TSE. Posteriormente, esses documentos embasaram diversas ações no inquérito das fake news, supervisionado pelo STF.
Relatórios extraoficiais resultam em medidas contra bolsonaristas
Além disso, as mensagens revelam que Airton Vieira, integrante do gabinete de Moraes, solicitou informalmente ao TSE relatórios detalhados sobre aliados de Bolsonaro. Esses documentos, portanto, foram usados para embasar medidas como o bloqueio de redes sociais, o cancelamento de passaportes e as intimações de bolsonaristas para prestar depoimentos à Polícia Federal. Ao todo, os investigadores identificaram cerca de vinte relatórios produzidos de maneira informal e sem os trâmites formais esperados.
Prisão de ex-assessor do TSE complica o cenário
A prisão de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE, em maio de 2023, complicou ainda mais o caso. A polícia o prendeu sob acusações de violência doméstica e disparo de arma de fogo. Além disso, durante a detenção, as autoridades apreenderam seu celular, considerado peça fundamental nas investigações. As mensagens encontradas no aparelho confirmam, assim, o uso inadequado dos mecanismos do TSE, evidenciando a extensão das investigações extraoficiais.
STF manifesta preocupação com o vazamento
Diante desse cenário, os ministros do STF expressam profunda preocupação com as possíveis implicações dessas informações confidenciais vazadas. Eles temem que o vazamento possa comprometer investigações em andamento e gerar dúvidas sobre o uso do TSE no combate à desinformação durante o período eleitoral de 2022.
Portanto, as investigações continuam em curso, e as autoridades buscam esclarecer o grau de envolvimento de Tagliaferro. Até o momento, ele não se pronunciou publicamente sobre as acusações, enquanto o STF aguarda mais esclarecimentos sobre o caso.



