O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter, nesta quinta-feira (19), a prisão preventiva de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL). Ele é acusado de tentar acessar informações sigilosas da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão de Marcelo Câmara em Sobradinho (DF) após suspeitar que ele tentava interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Descumprimento de medidas e risco à investigação
Na decisão, Moraes destacou que Câmara violou medidas cautelares que proibiam o uso de redes sociais e o contato com outros investigados. Além disso, os investigadores afirmaram que hackers ou invasores tentaram acessar ilegalmente os dados protegidos da delação de Mauro Cid, classificando a ação como uma grave ameaça à integridade das investigações em andamento.

O ministro classificou a atitude como um “completo desprezo” às decisões do STF e reforçou que o réu, em liberdade, representa risco concreto de obstrução da Justiça.
Defesa anuncia recurso e tenta reverter decisão
A defesa de Marcelo Câmara informou que entrará com recurso na próxima segunda-feira (23). Segundo os advogados, a prisão é “ilegal e desproporcional” e não se justifica diante das acusações. Eles pretendem solicitar a liberdade imediata.
O caso faz parte do inquérito que apura uma organização criminosa que atuou na tentativa de desestabilizar o sistema democrático brasileiro, com ações coordenadas que culminaram na tentativa de golpe no fim de 2022.
Perguntas e respostas
Por que Marcelo Câmara foi preso?
Por tentar acessar informações sigilosas da delação de Mauro Cid e descumprir medidas cautelares.
A prisão tem relação com o golpe de 2022?
Sim. Câmara é réu no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.
Quando a defesa vai recorrer?
Na próxima segunda-feira (23), buscando reverter a prisão preventiva.



