Após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciar a falta de medicamentos na rede pública de Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini (PL) se posicionou e declarou que a prefeitura já realizou as compras necessárias. No entanto, ele afirma que as empresas fornecedoras estariam atrasando as entregas, além de responsabilizar também a gestão anterior, do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), pelas dificuldades financeiras.
A declaração aconteceu durante uma entrevista, onde o prefeito também respondeu sobre a polêmica em torno da destinação de R$ 1,2 milhão em emendas para a compra do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento da obesidade.
Abílio defende investimentos no tratamento da obesidade
Questionado sobre a aparente contradição entre a falta de insumos básicos e a compra de Mounjaro, Abílio foi categórico ao afirmar que são situações distintas. Segundo ele, a proposta de incluir o medicamento no SUS municipal não interfere no orçamento destinado aos remédios essenciais.
“O investimento no Mounjaro faz parte de um programa específico, voltado para pacientes com obesidade grau 2 e 3. Isso não tem relação direta com o problema pontual dos medicamentos básicos”, explicou o prefeito. Ele reforça que o objetivo é ampliar o acesso a tratamentos que tragam benefícios a longo prazo para a saúde pública.
Dívidas herdadas dificultam regularização de contratos
De acordo com Abílio, grande parte do problema atual na saúde se deve ao acúmulo de dívidas da gestão anterior. As empresas fornecedoras, segundo ele, estariam exigindo o pagamento de débitos de 2023 e 2024 antes de concluir as entregas dos novos contratos firmados.
“Foi realizado um pregão, assinamos contratos e demos ordem de serviço. O que está acontecendo é que essas empresas querem receber o que ficou da gestão passada, e isso atrasa a entrega”, afirmou o prefeito.
Apesar das dificuldades, Abílio garante que a situação está sendo tratada como prioridade e que a regularização deve ocorrer nas próximas semanas.
Perguntas e respostas
Por que os remédios estão em falta em Cuiabá?
Por atrasos nas entregas das empresas e dívidas da gestão anterior.
A compra de Mounjaro afeta os medicamentos básicos?
Não. São recursos e programas diferentes, segundo o prefeito.
Quando a situação será normalizada?
A previsão da prefeitura é resolver o problema nas próximas semanas.



