Pela primeira vez, Israel utilizou o Iron Beam, também chamado de Raio de Ferro, em um cenário real de combate. O sistema, que dispara feixes de laser de alta energia, serviu para interceptar drones e mísseis lançados pelo Irã. A informação foi confirmada por uma fonte da embaixada israelense, segundo divulgou a agência russa Tass.
Como funciona essa arma futurista?
Diferente dos sistemas tradicionais, o Iron Beam não dispara mísseis. Na verdade, ele usa um feixe de laser capaz de queimar, derreter e desativar alvos em pleno voo. Portanto, quando um drone ou míssil entra na mira, o laser atinge diretamente seus pontos sensíveis, como sensores, asas ou circuitos eletrônicos, neutralizando a ameaça em segundos. Além disso, ele consegue atingir objetos a até 7 quilômetros de distância, com extrema precisão.
Além de poderoso, extremamente barato
Outro fator que chama atenção é o custo. Para se ter uma ideia, cada disparo do tradicional Iron Dome custa cerca de US$ 50 mil. No entanto, o Raio de Ferro executa a mesma função por menos de US$ 3 por disparo. Dessa forma, o sistema se torna altamente viável para enfrentar ataques massivos, como enxames de drones, algo cada vez mais comum em guerras assimétricas.
O mundo corre atrás dessa tecnologia
Por consequência, a ativação do Raio de Ferro não apenas protege Israel, mas também acelera a corrida global por armas de energia dirigida. Países como Estados Unidos, China e Rússia já desenvolvem projetos similares. Entretanto, o sucesso de Israel cria uma nova urgência internacional, que pode antecipar testes, investimentos e até o uso dessas tecnologias em outros conflitos.
Perguntas frequentes
Funciona, mas a umidade intensa pode reduzir sua eficácia.
Não. O feixe opera em frequência invisível.
Tecnicamente sim, embora, até agora, ela tenha sido usada apenas contra drones e mísseis.



