A Sérvia vive um dos momentos mais tensos de sua história recente. Centenas de milhares de pessoas, lideradas por um movimento estudantil, tomaram as ruas de Belgrado no último sábado, 15 de março, para protestar contra o governo do presidente Aleksandar Vučić. O estopim foi a tragédia na estação ferroviária de Novi Sad, onde 15 pessoas morreram no desabamento de uma cobertura. Desde então, os estudantes exigem justiça e responsabilização, mas o movimento já se transformou em algo maior: um questionamento direto ao sistema político do país.
Alianças inéditas fortalecem o movimento
O movimento estudantil ganhou força ao se aliar a sindicatos e coletivos de trabalhadores, algo inédito na Sérvia. Eles organizaram marchas entre cidades e vilarejos, envolvendo comunidades que historicamente se sentiam excluídas da política. Além disso, incentivaram a criação de comitês populares autônomos, uma resposta à crise da democracia representativa. “A democracia direta não é vulnerável à manipulação e à corrupção”, afirmaram os líderes estudantis.
Vučić resiste e acusa manifestantes de conspiração
Vučić, por sua vez, não parece disposto a ceder. Ele classificou os protestos como uma “revolução importada” e afirmou que só deixaria o poder “se o matassem”. A tensão aumentou com a ameaça de uma resposta firme das forças de segurança. Os manifestantes, no entanto, seguem firmes, evitando provocações e mantendo o foco em suas reivindicações.
Perguntas e Respostas:
- Qual foi o estopim dos protestos na Sérvia?
O desabamento da cobertura da estação ferroviária de Novi Sad, que matou 15 pessoas. - Como o movimento estudantil ganhou força?
Ao se aliar a sindicatos e coletivos de trabalhadores, envolvendo comunidades historicamente excluídas. - O que Vučić disse sobre os protestos?
Ele os chamou de “revolução importada” e afirmou que só deixaria o poder “se o matassem”.



