A advogada Verônica Sterman, indicada pelo presidente Lula para uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM), terá um encontro crucial nesta terça-feira (18) com a cúpula das Forças Armadas. O almoço, organizado pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tem como objetivo apresentar Sterman aos comandantes do Exército, Marinha e Força Aérea. Mas o que está por trás dessa reunião? E por que a nomeação de Sterman gera tanto debate?

A primeira impressão conta
Este será o primeiro encontro de Sterman com os comandantes militares, mas, segundo fontes, não há resistência por parte deles. A advogada, que tem 40 anos e é especializada em direito penal, foi indicada por Lula no Dia Internacional da Mulher, em uma clara tentativa de reforçar a representatividade feminina no STM. Se aprovada, ela será apenas a segunda mulher a integrar o tribunal em 217 anos de história. A primeira, Maria Elizabeth Rocha, assumiu a presidência da corte recentemente.
Desafios no Senado
Apesar da aparente tranquilidade no diálogo com os militares, Sterman enfrenta resistência de senadores da oposição. Eles questionam seu conhecimento sobre temas militares e sua experiência prévia. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) promete ser um momento decisivo, com perguntas incisivas sobre sua atuação como advogada de figuras políticas, como a ministra Gleisi Hoffmann e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Preparação para o “bombardeio”
Fontes próximas à advogada afirmam que ela está se preparando para responder às críticas e demonstrar sua competência jurídica. Com mestrado pela USP e experiência em direito penal, Sterman busca convencer os senadores de que está apta para o cargo. No entanto, a pouca idade e a falta de familiaridade com assuntos militares podem ser pontos de ataque durante a sabatina.
Perguntas e respostas rápidas
- Quem é Verônica Sterman?
Advogada especializada em direito penal, com mestrado pela USP e indicada por Lula para o STM. - Por que sua nomeação gera polêmica?
Senadores da oposição questionam seu conhecimento sobre temas militares e sua experiência prévia. - Qual o próximo passo para sua aprovação?
Ela precisa passar pela sabatina na CCJ e ser aprovada pelo plenário do Senado.
A nomeação de Sterman ao STM promete acender debates sobre representatividade, competência e o papel das Forças Armadas no sistema judiciário. Enquanto isso, todos aguardam o desfecho desse capítulo que mistura política, direito e estratégia.



