O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso Sérgio Ricardo voltou a fazer duras críticas durante fiscalização em escolas municipais de Cuiabá e levantou questionamentos sobre a atuação do ex-secretário de Educação Amauri Monge.
Durante a visita técnica, Sérgio Ricardo afirmou que as suspeitas envolvendo aquisição de materiais didáticos, boletins escolares e contratos milionários podem indicar um esquema mais amplo dentro da área da Educação.
O conselheiro também insinuou que o ex-secretário teria chegado à Prefeitura com forte influência política após passagem pelo Governo do Estado.
“Quem indicou esse secretário para o município?”, questionou Sérgio Ricardo durante a fiscalização.
Presidente do TCE diz que vai “falar a verdade”
Ao comentar o caso, Sérgio Ricardo afirmou que não pretende suavizar declarações por ocupar a presidência do Tribunal de Contas.
Segundo ele, a função do órgão fiscalizador é justamente apontar problemas identificados durante inspeções e auditorias.
“Eu tenho que falar a verdade, tenho que falar o que eu estou vendo aqui”, declarou.
O presidente do TCE disse ainda que as irregularidades encontradas em Cuiabá levantam suspeitas sobre possíveis situações semelhantes em outras redes públicas de ensino.
“Me parece tudo a mesma coisa”, afirmou.
Sérgio elogia postura de Abilio Brunini
Apesar das críticas à gestão anterior da Secretaria de Educação, Sérgio Ricardo elogiou a postura do prefeito ao permitir o avanço das investigações dentro da própria administração municipal.
Segundo o conselheiro, Abilio teria demonstrado coragem ao expor possíveis problemas existentes na Prefeitura.
“Você cortou na própria carne”, declarou Sérgio Ricardo ao prefeito.
O presidente do TCE afirmou que a abertura das informações pela atual gestão está permitindo ao Tribunal aprofundar as investigações e identificar possíveis responsáveis.
Fiscalização pode avançar para escolas estaduais
Durante a visita, Sérgio Ricardo também afirmou que pretende ampliar a apuração para unidades da rede estadual de ensino.
Segundo ele, o Tribunal quer verificar boletins escolares, materiais didáticos e contratos relacionados à Educação em outras escolas de Mato Grosso.
“Eu quero ver os boletins do Estado, eu quero ver o material do Estado”, afirmou.
As investigações envolvendo possíveis compras irregulares de livros e materiais escolares já mobilizam órgãos de controle e fiscalização no estado.
A expectativa é de que novas auditorias sejam realizadas nas próximas semanas para aprofundar a análise sobre contratos, distribuição de materiais e possíveis prejuízos aos cofres públicos.







