A prisão do segurança David Ferreira, de 45 anos, nesta segunda-feira (27), encerrou uma semana de buscas intensas após ele agredir o empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos, em frente a uma adega em Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso, flagrado por câmeras de segurança, chocou moradores da região pela brutalidade e pela forma como o agressor tentou ocultar a vítima após o crime.
o vídeo que revelou a violência
As imagens mostram claramente o momento em que o segurança discute com Paulo e, em seguida, desfere um soco violento no rosto dele. O empresário cai imediatamente e fica desacordado. Poucos minutos depois, David retorna acompanhado de outro homem. Juntos, eles arrastam o corpo de Paulo pelos braços e pernas, levando-o até um recuo da calçada. Em seguida, os dois cobrem parcialmente o corpo com um cone de trânsito e saem sem prestar socorro.
Além disso, segundo a família, os agressores também levaram os documentos de Paulo, o que dificultou a identificação durante o resgate. As cenas revelam não apenas a agressão física, mas também o descaso e a tentativa de esconder o crime.
o resgate e a luta pela vida
De acordo com testemunhas, Paulo permaneceu caído por quase duas horas, até que um pedestre percebeu sua condição e acionou o SAMU. Quando os socorristas chegaram, ele ainda estava desacordado, com graves ferimentos na cabeça. Apesar de ter sido encaminhado a um hospital próximo, o empresário não resistiu ao traumatismo craniano e morreu na sexta-feira (24).
O laudo médico apontou que a causa da morte foi hemorragia intracraniana provocada pela pancada. Assim, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como homicídio doloso, já que a ação do segurança demonstrou intenção de agredir sem qualquer justificativa plausível.
a prisão do agressor e o avanço da investigação
A polícia localizou David Ferreira em um escritório de advocacia em Arujá, onde ele tentava se esconder após ser intimado e não comparecer para prestar depoimento. Os agentes cumpriram o mandado de prisão temporária decretado pela Justiça e o levaram à Delegacia de Guarulhos.
Agora, os investigadores buscam identificar o segundo homem que aparece nas gravações ajudando a mover o corpo da vítima. Além disso, o Ministério Público deve apurar se houve omissão por parte do estabelecimento, que se manifestou dizendo colaborar com as autoridades.
Enquanto isso, a família de Paulo, que deixa dois filhos de 7 e 14 anos, pede justiça e diz que o caso não pode ficar impune.
Perguntas frequentes
A motivação exata ainda está sob investigação, mas relatos indicam que começou após uma discussão dentro da adega.
Sim. Se for comprovada omissão ou negligência, o local pode ser responsabilizado civil e criminalmente.
Sim. As gravações são provas diretas e devem ter papel decisivo no julgamento do caso.










