Idosa morre baleada após ter casa invadida em “guerra de facções”; veja vídeo

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Pelo menos quatro pessoas morreram na madrugada desta segunda-feira (27) durante uma troca de tiros entre facções rivais em Costa Barros, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Entre as vítimas estavam dois moradores da região, incluindo a idosa Marli Macedo dos Santos, de 60 anos, que acabou atingida dentro da própria casa. O caso reacendeu o medo e evidenciou a escalada da violência em comunidades dominadas pelo tráfico.

Confronto entre facções reacende clima de medo

De acordo com a Polícia Militar, criminosos do Comando Vermelho (CV) partiram do Complexo do Chapadão para tentar invadir o Complexo da Pedreira, controlado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). No entanto, a tentativa de avanço não teve sucesso, já que o grupo rival reagiu de forma imediata e intensa, obrigando os invasores a recuar. Durante a fuga, dois homens do CV ficaram encurralados e, desesperados, invadiram uma residência para se esconder.

Logo em seguida, os criminosos do TCP cercaram o imóvel e abriram fogo novamente, o que gerou um novo tiroteio, ainda mais violento, que incluiu o uso de granadas. As explosões e rajadas de fuzil ecoaram pelas ruas estreitas do bairro, enquanto moradores se abrigavam às pressas em banheiros e cozinhas. Nesse momento, um dos invasores atirou acidentalmente contra Marli, que foi socorrida com urgência ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos.

Além dela, outro morador, identificado como Elison Nascimento Vasconcelos, foi atingido no peito ao tentar voltar para casa depois de sair de um pagode. Ele também chegou a ser levado para atendimento médico, porém não sobreviveu.

UPA reabre em meio à tensão e insegurança

Coincidentemente, o confronto ocorreu poucas horas após a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, que havia sido fechada por quase um mês após um ataque armado em setembro. Mesmo com o retorno dos atendimentos, tanto profissionais de saúde quanto pacientes afirmaram sentir medo constante diante da violência frequente. Diante da situação, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento e garantiu que a ocupação policial permanecerá na região por tempo indeterminado.

Comunidade vive sob rotina de medo constante

Costa Barros, historicamente marcada por baixos índices de desenvolvimento social e infraestrutura precária, tornou-se um dos principais focos de disputas entre facções no Rio de Janeiro. As comunidades do Chapadão e da Pedreira, que ficam próximas, convivem há anos com confrontos, toques de recolher e operações policiais. Apesar das medidas adotadas, os moradores afirmam que o medo nunca foi embora e que a presença do Estado ainda é insuficiente para mudar a realidade.

Enquanto a violência segue sem trégua, civis inocentes continuam pagando o preço mais alto da guerra entre facções. O episódio reforça a urgência de políticas públicas eficazes que consigam unir segurança, inclusão social e presença contínua do Estado nas comunidades.

Perguntas frequentes

Por que o confronto aconteceu?

O conflito começou quando integrantes do Comando Vermelho tentaram invadir o território controlado pelo Terceiro Comando Puro.

Quem foram as vítimas?

Quatro pessoas morreram, entre elas dois moradores uma idosa atingida dentro de casa e um homem baleado ao voltar de um evento.

Há previsão para o fim da operação policial?

A Polícia Militar decidiu manter a ocupação em Costa Barros por tempo indeterminado e continuará atuando na região até estabilizar completamente a situação.

Lucas

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