Sargento da PM é resgatado em estado grave após disparo na cabeça dentro de quartel em Cuiabá; veja vídeo

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Um sargento da Polícia Militar, identificado como Correia, sofreu um disparo na cabeça dentro da sede da 24ª Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, na terça-feira (29). Equipes socorreram o militar em estado grave e o levaram ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde médicos realizaram cirurgia.

O próprio militar utilizou sua arma para provocar o ferimento, segundo informações preliminares apuradas no local. Colegas de farda prestaram os primeiros atendimentos e acionaram o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que enviou a aeronave Águia para garantir rapidez no transporte até a unidade de saúde.

Peritos da Politec analisaram a cena e coletaram evidências para esclarecer a dinâmica do caso. A Polícia Militar acompanha a apuração e ainda não divulgou boletim atualizado sobre o estado clínico do sargento. As autoridades tratam o caso com cautela até a conclusão dos laudos técnicos.

Investigação mobiliza Polícia Civil e protocolos internos

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso. Os investigadores analisam elementos que confirmem a hipótese de tentativa de autoextermínio ou identifiquem outros fatores envolvidos na ocorrência dentro da unidade militar.

A corporação também pode abrir sindicância interna para avaliar condutas e protocolos. Equipes técnicas devem ouvir testemunhas, analisar registros e verificar eventuais falhas operacionais ou institucionais relacionadas ao episódio.

Saúde mental entra no centro do debate na segurança pública

Casos envolvendo policiais ampliam o debate sobre saúde mental nas forças de segurança. Especialistas alertam para fatores como estresse acumulado, rotina de risco e impacto da transição para a reserva remunerada.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública reforçam a necessidade de políticas contínuas de acompanhamento psicológico. Em Mato Grosso, a PM mantém programas de apoio, mas profissionais defendem ampliação do atendimento e monitoramento preventivo.

O que acontece quando um policial se fere com a própria arma?

As autoridades abrem investigação, analisam a perícia e podem instaurar procedimentos internos para apurar causas e responsabilidades.

Policial aposentado ainda pode portar arma de fogo?

Sim. A lei permite, desde que cumpra requisitos legais e normas específicas previstas no Estatuto do Desarmamento.

Como funciona o resgate aéreo em emergências policiais?

Equipes especializadas utilizam helicópteros para agilizar o socorro, reduzir o tempo de resposta e garantir atendimento rápido em casos graves.

Mhylenna

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