Saiba quem são os 13 vereadores de Várzea Grande citados em operação do Gaeco e quais funções exercem na Câmara

Fabíola Maria Costa Silva •
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A operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nesta terça-feira (20), colocou integrantes da Câmara Municipal de Várzea Grande no centro das atenções. Entre os nomes divulgados estão o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), vereadores que integram comissões permanentes responsáveis por áreas como saúde, segurança pública, assistência social e infraestrutura, além de parlamentares que participaram das articulações para a escolha da Mesa Diretora. A ação também alcança dois vereadores de Cuiabá, Ilde Taques e Alex Rodrigues. Os nomes dos alvos foram divulgados por veículos da imprensa mato-grossense, mas existem divergências entre algumas relações publicadas.

Quem são os vereadores e quais áreas acompanham no Legislativo

Entre os parlamentares citados, Wanderley Cerqueira (MDB) ocupa a presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande. Nessa função, cabe a ele conduzir sessões, representar institucionalmente o Legislativo e coordenar atividades administrativas da Casa.

Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB) e Cilcinho (PV) também integram o Legislativo municipal. Conforme registros da Câmara, Alessandro participa da Comissão de Saúde, Braz Jaciro integra a Comissão de Assistência Social e Cilcinho atua na Comissão de Segurança Pública.

Kleberton Feitoza (PSB) participa da Comissão de Obras e Serviços Públicos, responsável por acompanhar matérias relacionadas à infraestrutura e aos serviços municipais.

Já o vereador Enfermeiro Emerson (PP) ocupa a vice-presidência da Comissão de Saúde, enquanto Dr. Miguel Júnior (Cidadania) preside o mesmo colegiado. A comissão analisa assuntos ligados à saúde pública e aos serviços prestados à população.

Wender Madureira (Republicanos) preside a Comissão de Obras e Serviços Públicos. Lucélia Oliveira (Agir), por sua vez, preside a Comissão de Assistência Social e também ocupa a vice-presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Raul Curvo (Republicanos) e Sargento Galibert, identificado como filiado ao PSB no cadastro oficial da Câmara, também aparecem entre os nomes divulgados. Galibert exerce a vice-presidência da Comissão de Segurança Pública.

Gisa Barros, Rogerinho Dakar e outros parlamentares aparecem na relação divulgada

Gisa Barros (Podemos) integra a Câmara Municipal e aparece no cadastro institucional como Gisele Aparecida de Barros. O documento da Casa a identifica como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Rogerinho Dakar, cujo nome é Rogério de França Martins, também integra a relação de vereadores do município. Assim como os demais parlamentares, sua atuação legislativa envolve a análise de projetos de lei, apresentação de propostas e fiscalização dos atos do Executivo.

A imagem com os nomes dos parlamentares também identifica Alessandro Moreira, Kleberton Feitoza, Enfermeiro Emerson, Dr. Miguel Júnior, Wender Madureira, Lucélia Oliveira, Wanderley Cerqueira e Raul Curvo.

É importante destacar que as relações divulgadas pela imprensa apresentam diferenças. Enquanto algumas incluem Gisa Barros e Rogerinho Dakar, outras mencionam Rosy Prado (União Brasil). O Ministério Público ainda não apresentou uma relação nominal oficial completa que permita esclarecer todas as divergências.

Qual é o motivo da operação do Gaeco?

A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção, compra de votos e negociação de vantagens indevidas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Em 14 de maio de 2026, Wanderley Cerqueira venceu a disputa pela presidência da Casa por 12 votos a 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal anulou a eleição por considerar que a votação ocorreu antes do período permitido.

Nesta terça-feira (20), o Gaeco cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Mais de 200 policiais participam da operação, que busca reunir documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos para esclarecer os fatos.

Não há mandados de prisão nesta etapa. A inclusão de um parlamentar entre os alvos das buscas não representa comprovação de participação em irregularidades, e as responsabilidades individuais ainda dependem da investigação.

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