Neste domingo, 29 de junho de 2025, a Avenida Paulista foi palco de um protesto improvisado: dezenas de skatistas cruzaram o percurso do ato bolsonarista, surpreendendo apoiadores de Jair Bolsonaro com gritos e faixas improvisadas. A manifestação espontânea, que não estava autorizada, gerou tensão e ganhou repercussão imediata nas redes sociais. É possível que o ocorrido reflita um novo padrão de confrontos políticos nas ruas brasileiras?
Protesto inesperado e gritos marcantes
Skatistas invadiram a Paulista na manhã de domingo, poucas horas antes do evento oficial em apoio a Bolsonaro. O momento de maior impacto foi quando os jovens entoaram em coro “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c…!”, em uma clara demonstração de protesto contra o ex-presidente. A cena viralizou no Twitter e Instagram, com vídeos compartilhados por apoiadores e opositores políticos – e o tom direto causou repercussão imediata.
Choque simbólico entre gerações e ideologias
O episódio expôs o contraste entre duas formas de manifestação na Paulista. De um lado, o ato convocado por Silas Malafaia contava com a presença de políticos aliados de Bolsonaro, como os governadores Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Jorginho Mello e Cláudio Castro . Do outro, os skatistas representavam uma juventude espontânea, crítica ao bolsonarismo, que recorreu ao skate como instrumento de protesto. O confronto simbólico destaca o crescente protagonismo de grupos culturais nas disputas políticas.
Contexto político e judicial por trás do ato
O protesto dos skatistas ocorre dias após o STF encerrar a fase de instrução do processo que investiga Bolsonaro por possível tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ato foi convocado como resposta ao julgamento e como manifestação de apoio ao ex-presidente, que enfrenta pressão judicial significativa. A presença dos skatistas funciona também como sinal de rejeição, especialmente por parte de setores jovens, ao discurso autoritário e à narrativa de “perseguição política”.
Mortes potenciais e futuro das manifestações
Até o momento, não há registro de conflitos físicos ou prisões durante o protesto. A Polícia Militar acompanhou os eventos e manteve a ordem. Ainda assim, a aparição espontânea dos skatistas abre discussões: eles podem ser vistos como precursores de uma nova forma de ativismo, que alia cultura urbana e contestação política? Resta saber como movimentos organizados da esquerda reagirão e se esse tipo de ato pode se repetir em futuras mobilizações.
Perguntas e respostas
1. Por que os skatistas protestaram contra Bolsonaro?
Para mostrar rejeição ao ex-presidente e ao ato convocado por seus apoiadores, usando o skate como ferramenta de resistência urbana.
2. O protesto gerou confrontos com a polícia?
Não. A manifestação ocorreu de forma pacífica, com a PM atuando apenas para manter a ordem.
3. Esse tipo de ação cultural pode se repetir?
Possivelmente. O uso do skate e de manifestações artísticas tende a crescer como estratégia política entre jovens.



