Uma onça-pintada atravessou a Transpantaneira, no Pantanal de Mato Grosso, e surpreendeu uma equipe da produtora Pantanal Filmes ao passar a apenas 20 metros dos profissionais. O cinegrafista Alessandro Godoy e sua equipe capturaram o momento em vídeo enquanto produziam imagens da fauna local. Eles permaneceram imóveis e silenciosos durante a passagem do animal, que caminhou com calma e não demonstrou qualquer sinal de agressividade.
Animal surge quando a equipe se preparava para ir embora
Godoy contou que a equipe já organizava os equipamentos para encerrar o dia, após horas de espera orientada por um guia local. Um ruído vindo da mata chamou a atenção. Em seguida, a onça surgiu, caminhou em direção à estrada e seguiu próxima à van da produtora, sem mudar o ritmo.
“Eu nunca tinha filmado uma onça na natureza. Só em zoológico. Foi impactante”, afirmou Alessandro, que atua há mais de 30 anos no audiovisual e lidera a Pantanal Filmes há 14 anos.
Imagens aéreas e terrestres mostram comportamento natural
A equipe usou lentes de longo alcance e drone para captar os diferentes ângulos da onça-pintada. O felino caminhou livremente pela estrada e observou o entorno antes de se afastar para a vegetação. Os profissionais respeitaram a distância, evitaram movimentos bruscos e não interferiram no percurso do animal.
Alessandro destacou que a equipe nunca tentou se aproximar. “Foi ela quem se aproximou. Nós apenas registramos o momento com respeito.”
Transpantaneira se consolida como rota privilegiada de avistamento
A Transpantaneira, estrada que liga Poconé a Porto Jofre, se consolidou como uma das principais rotas de ecoturismo do Brasil. Pesquisadores e turistas do mundo inteiro visitam a região em busca de experiências como essa.
O Pantanal, maior planície alagável do mundo, abriga a maior população de onças-pintadas fora da Amazônia. Segundo o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o turismo responsável fortalece a conservação da espécie e estimula a economia local.
Perguntas frequentes
Raramente. A onça evita o contato humano e só reage se se sentir ameaçada.
Sim. A região concentra uma das maiores populações da espécie no mundo.
Sim. A espécie sofre com desmatamento, queimadas e perda de habitat.


