A Receita Federal e a Polícia Federal desarticularam nesta quarta-feira (2) uma organização criminosa que movimentava milhões com contrabando e sonegação fiscal em Cáceres (MT). Na Operação Falso Fidalgo, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão e bloquearam judicialmente cerca de R$ 64 milhões em bens.
As equipes invadiram residências e estabelecimentos comerciais dos investigados. A Justiça Federal autorizou as ações após identificar indícios sólidos de crimes como descaminho, contrabando e fraude tributária. Os produtos irregulares, principalmente celulares de origem estrangeira, entravam no país sem o pagamento dos impostos obrigatórios.
Prisão de taxista boliviano revelou o esquema
Os investigadores começaram a operação após prenderem um taxista boliviano com celulares contrabandeados. O homem transportava os aparelhos para uma loja em Cáceres. A partir dessa apreensão, os policiais rastrearam movimentações bancárias suspeitas e notas fiscais irregulares.
As análises revelaram um esquema bem estruturado de importação ilegal de eletrônicos, que operava em larga escala. A Receita e a PF identificaram conexões da quadrilha com organizações criminosas transnacionais, que costumam financiar tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro com lucros desses crimes fiscais.
Esquema prejudicava economia e favorecia o crime organizado
A quadrilha provocava concorrência desleal com lojistas que cumprem as leis e pagam seus tributos corretamente. Ao fugir da fiscalização e não pagar impostos, os envolvidos causavam prejuízos diretos à arrecadação pública. A Receita destacou que a sonegação compromete investimentos em áreas como saúde, educação e segurança.
Além disso, os investigadores alertaram que o contrabando de eletrônicos alimenta outros crimes, principalmente nas regiões de fronteira, onde a presença do Estado é mais frágil.
Receita vai reverter bens apreendidos em benefício social
Os agentes apreenderam dezenas de celulares, eletrônicos e documentos. Após confirmarem a origem ilícita dos produtos, a Receita pretende leiloar os itens, incorporá-los ao uso de órgãos públicos ou doá-los a instituições de assistência social. A medida transforma os bens ilegais em benefícios para a população, segundo a Receita Federal.
Perguntas frequentes
Uma ação conjunta da Receita e da Polícia Federal para combater contrabando e sonegação em Cáceres (MT).
Porque a cidade é rota estratégica de contrabando na fronteira com a Bolívia.
Eles podem ser leiloados, doados a instituições sociais ou usados por órgãos públicos.




